Como dói desejar você e tê-lo tão longe de minhas mãos e meu corpo.
Como dói essa ausência e essa distância
Vivemos algo que desconhecemos
A necessidade me faz controlar meus desejos e minha fome
Neste instante você é o ar que eu respiro.
Quero saber de você, onde está com quem está o que está fazendo
Caminho por uma estrada que escolhi e luto pra aceitar que não o terei
É cortante, como navalha, essa ânsia por ouvir a tua voz
Busco no mais profundo do meu ser a luz que me livrará dessa paixão
Paixão... Como é fácil e ao mesmo tempo difícil admiti-la
Você não é meu e nunca o será... Senão em meus sonhos
Sonhos que me encontram na noite sedenta de ti
Sonhos que me deixam úmida pelo desejo do seu toque
É quando o sol bate a minha porta que te vejo tão longe
Longe dos meus afagos
Longe dos meus beijos
Longe dos meus braços
Longe da minha vida
Como dói desejar-te tanto
Como dói...
Jacqueline Batista
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
domingo, 6 de setembro de 2009
Ser poeta (Florbela Espanca)
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Minha mensagem para você
Mais um ano se foi, algumas tristezas, muitas alegrias, dúvidas em alguns momentos, mas a certeza de que tudo valeu à pena.
Os encontros e despedidas, os afagos, beijos, abraços, as lágrimas que teimaram em rolar mesmo quando nos esforçávamos para detê-las, mas o desejo de acertar sempre. Conquistas, amigos novos e outros que, embora distantes, sempre se fizeram presentes.
Mais um ano se foi, outro que chega aberto a novas realizações, paixões e esperanças.
O que nos trará este novo ano? Não é possível dizer, mas é fundamental ter o coração livre e a alma tranqüila para plantar sementes e colher frutos que nos engrandeça e nos fortaleça enquanto ser humano.
Meu desejo é que nesse novo ano, você aproveite cada minuto, não desvie dos obstáculos, mas utilize-os para se guarnecer e continuar sua jornada rumo ao seu sucesso pessoal e espiritual.
A cada ano buscamos nos renovar e enchemos nossas sacolas de promessas, desejos e sonhos nessa busca frenética de felicidade infinita. Quando o que mais precisamos é estar conscientes de que pra sermos felizes só nos basta a certeza de um novo dia e a confiança em nós mesmos.
A família é fundamental, o trabalho deve ser prazeroso, os amigos verdadeiros indispensáveis e acima de tudo isso a luz divina que nos protege e guia.
Um 2009 realmente feliz com paz e muito amor pra cada um de vocês que fazem parte da minha vida e que só por existirem já a torna abençoada.
Jacqueline Batista
O vazio...
O mais difícil é acordar no meio da noite
E não encontrar seu corpo quente aquecendo meu,
É encontrar no espaço vazio
O mesmo vazio que estraçalha meu coração
E perturba minha alma.
Jacqueline Batista
E não encontrar seu corpo quente aquecendo meu,
É encontrar no espaço vazio
O mesmo vazio que estraçalha meu coração
E perturba minha alma.
Jacqueline Batista
Romanzeiro
O romanzeiro é uma árvore forte
Seus frutos quardam sementes
De um rosa ou carmim brilhante
E de uma doçura embriagante
Suas folhas trazem várias nuances
Do verde forte e encorpado
Ao verde claro quase amarelado
Seus galhos se abraçam em uma saudade distante
É simbolo de boa sorte e esperança
Talvez por isso, da janela do meu quarto
Ao observá-lo em sua posição esguia
Absorvo sua energia
Alimento minha lembrança
Jacqueline Batista
Seus frutos quardam sementes
De um rosa ou carmim brilhante
E de uma doçura embriagante
Suas folhas trazem várias nuances
Do verde forte e encorpado
Ao verde claro quase amarelado
Seus galhos se abraçam em uma saudade distante
É simbolo de boa sorte e esperança
Talvez por isso, da janela do meu quarto
Ao observá-lo em sua posição esguia
Absorvo sua energia
Alimento minha lembrança
Jacqueline Batista
Um pássaro
Quis, de fato, que o pássaro voasse
E próximo ao meu lar não mais cantasse.
Cheguei à porta para afugentá-lo,
Por sentir-me incapaz de suportá-lo.
Penso que a inteira culpa fosse minha,
E não do pássaro ou da voz que tinha.
O erro estava, decerto, na aflição
De querer silenciar uma canção.
Autor: Robert Frost (poeta inglês)
E próximo ao meu lar não mais cantasse.
Cheguei à porta para afugentá-lo,
Por sentir-me incapaz de suportá-lo.
Penso que a inteira culpa fosse minha,
E não do pássaro ou da voz que tinha.
O erro estava, decerto, na aflição
De querer silenciar uma canção.
Autor: Robert Frost (poeta inglês)
Súplica (Florbela Espanca)
Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente! ...
Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.
O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!
Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d`astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!
Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente...
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim etemamente! ...
Vem para mim,amor...Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!...
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