terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pôr-do-sol


Você vai descendo no horizonte
Cada raio, como último instante
Materializa-se em meu pensamento
Seus matizes brincam nesse céu de momento

Você parte, como parte meu desejo
Você diminui sua luz e se despede com um beijo
Fico ali parada vendo seu desaparecer
Mas você me ensina que voltará em um novo amanhecer

A noite te esmaga, te empurra
Ela me separa de você
Mostra-me o quanto a vida pode ser dura

Você se vai, mergulhando de vez no horizonte
Seus últimos raios com um leve toque
Sem dizer adeus , beija de leve minha fronte...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O vazio em mim...

Foto: Ricardo Tavares

Vazio...

Algo se quebrou em mim.


Talvez o vazio e a solidão

Esses constantes parceiros

Que habitam minha casca

Essa casca que se ilude e sofre

Essa casca que não é nada

A não ser uma simples casca.

Uma luz distante... É quase uma estrela

A mais distante de todas

Abraça-me como querendo me salvar

Fico parada e alheia

Não me interessa essa luz

Já não busco mais o que antes

Parecia-me tão certo e sério

Não há salvação no esquecimento.

Sinto o vento passar por mim

Assim como todos que passam

Sem vislumbre de minha sombra.

Tornei-me sombra

Já quase apagada como o sol que se vai.

Para o sol existe outro amanhã

Outro renascer, outro brilhar

Pra mim... Já não sei mais

Renascer significa sofrer

Arder na angústia que sufoca.

E outra vez o vazio e a solidão

Brindam meus últimos instantes

Em um tilintar de taças

O último som, as últimas gotas

Desfaço-me em fumaça

Desapareço no ar.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tempestade...

Diante do espelho
O que vejo é o que não tem vez
O que vejo é o que não me pertence
No espelho da minha verdade
Descubro as ilusões da idade
Viajo nessas ilusões e me perco
Ao me perder me encontro
É nesse reencontro que está minha apaixonada verdade
Já não são quimeras meus sonhos
Já não são fantasias meus desejos
Encontro-me no desalento do tempo
Perco-me no relento e no vento
Já não conheço meus versos
Já não reconheço meus sonhos
Devaneios e anseios
Verdades adormecidas
Que ao serem relatadas em versos
Se perdem em palavras que desconheço
Desconheço esse tempo e espaço
Vivo no vão e não ilusão
Perco-me e descubro-me
Já não busco verdades
As verdades me encontram
É nesse encontro que me torno eu
Ao ser eu me realizo
Me materializo
Vivo... amo...
Já não espero, pois a espera me cansa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Flores...

Flores...
Perfumadas, delicadas, suaves
Entregam-se sem pedir nada em troca
Admiradas, não se deixam envaidecer
Murcham a cada outono
E renascem esplendorosas na primavera
São temas de poetas, boêmios e apaixonados
Alegram-se com doces palavras
Se entristecem se você está triste
São amiguinhas delicadas e encantadas
Flores...
Sem pedir permissão nos brindam
Com seus vários tons, texturas e formatos
E não se importam se você se quer as perceber
Elas sempre estarão ali
Queira você ou não
Flores...

Que venha a primavera.... e rápido!!!!!!!!!!!!

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...