Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
ERNESTO CORTAZAR - Just for you
Momentos há
Em que a única coisa que realmente me importa
É a certeza de que a luz que habita em mim me protege e me guia...
E a música que embala minha alma
Me acalenta e me acalma...
Soneto...
Se cada palavra ofuscada pela solidão
Calasse-me fundo a alma e apagasse meus sentidos
Não teria me permitido cair e não suportaria minha paixão
Não sofreria a dor da saudade de sentimentos convalescidos
Se cada olhar viajasse fundo em minha alma
Reconheceria a beleza e o brilho da luz de um sorriso
Acalentar-se-ia e bailaria em um espaço de suavidade e calma
Volitaria pelo sonho materializado e jamais perdido
Flutuaria e viajaria por um mundo de belas formas
Entregar-se-ia ao vazio e ao reconfortante momento
Livre de amarras, convenções e normas
Tenho em mim tanto sentimento que não descanso um só momento
Meu corpo e minha alma vibram a cada pensamento
Infeliz daqueles que se negam a ebulição de sentimentos.
Calasse-me fundo a alma e apagasse meus sentidos
Não teria me permitido cair e não suportaria minha paixão
Não sofreria a dor da saudade de sentimentos convalescidos
Se cada olhar viajasse fundo em minha alma
Reconheceria a beleza e o brilho da luz de um sorriso
Acalentar-se-ia e bailaria em um espaço de suavidade e calma
Volitaria pelo sonho materializado e jamais perdido
Flutuaria e viajaria por um mundo de belas formas
Entregar-se-ia ao vazio e ao reconfortante momento
Livre de amarras, convenções e normas
Tenho em mim tanto sentimento que não descanso um só momento
Meu corpo e minha alma vibram a cada pensamento
Infeliz daqueles que se negam a ebulição de sentimentos.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Girar e recomeçar
A roda gira
E o seu girar
Pressupõe o encontro
A ponta que inicia é a mesma que se finda
Não há arestas neste circular
Não há barreiras a burlar
Dores, alegrias...
Frustrações, fantasias
Tudo gira, e nesse girar
Tudo anseia por continuar ou terminar
Quando o círculo fecha
O que se tem é um amontoado de questões
Contradições, alegrias, tristezas...
É hora de recomeçar
É hora de começar a girar
Nesse girar... possibilidades a encontrar
Tristezas, alegrias, frustrações, fantasias...
Tudo de novo, nesse recomeçar
Nesse recomeçar... tudo de novo.
E o seu girar
Pressupõe o encontro
A ponta que inicia é a mesma que se finda
Não há arestas neste circular
Não há barreiras a burlar
Dores, alegrias...
Frustrações, fantasias
Tudo gira, e nesse girar
Tudo anseia por continuar ou terminar
Quando o círculo fecha
O que se tem é um amontoado de questões
Contradições, alegrias, tristezas...
É hora de recomeçar
É hora de começar a girar
Nesse girar... possibilidades a encontrar
Tristezas, alegrias, frustrações, fantasias...
Tudo de novo, nesse recomeçar
Nesse recomeçar... tudo de novo.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Libertação...
Perdi as contas das noites insones
Debruçada sobre lembranças
E abraçada a uma saudade
Que me consome em agonia o desejo sufocado.
Caí no fundo de meu desespero abafado
Mergulhei na escuridão
Entreguei-me a mais devastadora solidão.
Rasguei e sangrei cada pedaço de pele
Chorei como quem canta uma cantilena sem fim
Numa monótona melodia para afastá-lo de mim.
Mas, me ergo...
Não sei como...
Não sei com que força
E me desfaço de ti
Despindo meu corpo das marcas de teu toque
Esvaziando meus pulmões de teu cheiro embriagante
Libertando-me das expectativas idealizadas.
Tornei-me infanta sem nunca ter sido da realeza
Muito menos uma santa.
Quebrando de vez essa imagem fragilizada.
Debruçada sobre lembranças
E abraçada a uma saudade
Que me consome em agonia o desejo sufocado.
Caí no fundo de meu desespero abafado
Mergulhei na escuridão
Entreguei-me a mais devastadora solidão.
Rasguei e sangrei cada pedaço de pele
Chorei como quem canta uma cantilena sem fim
Numa monótona melodia para afastá-lo de mim.
Mas, me ergo...
Não sei como...
Não sei com que força
E me desfaço de ti
Despindo meu corpo das marcas de teu toque
Esvaziando meus pulmões de teu cheiro embriagante
Libertando-me das expectativas idealizadas.
Tornei-me infanta sem nunca ter sido da realeza
Muito menos uma santa.
Quebrando de vez essa imagem fragilizada.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Frase do dia...
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento." Clarice Lispector
domingo, 23 de janeiro de 2011
Pequenos momentos...
Estou sentada na varanda de minha casa assistindo ao pôr do sol. Ele desce lento, parece não querer me deixar sozinha. Todos os sons se misturam, pássaros vão chegando para se prepararem para mais uma noite. Minhas corujinhas estão ali, olhando pra mim com aqueles olhos enormes e desconfiados. Três micos resolveram atravessar para outra casa e parecem disputar qual é o mais rápido. O sol continua sua decida ao infinito. O azul que dominou todo o dia, agora dá lugar aos matizes laranja, rosa e vermelho. Uma nuvem atrevida tentou encobrir meu sol, mas o vento meu amigo a tirou de lá.
Agora é a senhora galinha que convida seus pintinhos a se recolher. Pardais, canários, maritacas, o senhor tucano de bico vermelho que resolveu aparecer, todos emitem o canto da noite na despedida de mais um dia. Um cachorro latiu ao longe e os amigos resolveram responder ao chamado.
Meu sol está nos últimos raios, mas seu calor vem me dar o beijo de boa noite e eu o vejo adormecer. A lua cheia já nasce em todo o seu esplendor e com ela as estrelas que ainda consigo contar uma a uma.
Me encolho, já não sei mais o que são mãos e pés, estão todos juntos e abraçados. Serro os olhos, somente o som de minha respiração quero ouvir. A noite me cobre e a brisa fresca me embala. Me aconhego, me entrego, desapareço.
Agora é a senhora galinha que convida seus pintinhos a se recolher. Pardais, canários, maritacas, o senhor tucano de bico vermelho que resolveu aparecer, todos emitem o canto da noite na despedida de mais um dia. Um cachorro latiu ao longe e os amigos resolveram responder ao chamado.
Meu sol está nos últimos raios, mas seu calor vem me dar o beijo de boa noite e eu o vejo adormecer. A lua cheia já nasce em todo o seu esplendor e com ela as estrelas que ainda consigo contar uma a uma.
Me encolho, já não sei mais o que são mãos e pés, estão todos juntos e abraçados. Serro os olhos, somente o som de minha respiração quero ouvir. A noite me cobre e a brisa fresca me embala. Me aconhego, me entrego, desapareço.
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