Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
domingo, 21 de agosto de 2011
Projeto: Poema Encaixado
Mãos...
Macias e delicadas
Marcadas e calejadas
Que acariciam...Tocam
Mãos que afagam
Mãos que embalam
Que prendem... Libertam
Que se unem em oração
Que secam a lágrima de uma paixão
Mãos que se abrem ao vento
Mãos...
Paz, enfim...
E assim chegamos ao fim
Dessa história que aos poucos levou você de mim
Quantas vezes tentei te buscar
Quantas vezes tive que recuar
Se o presente me cobra as respostas de ontem
Foi por que em algum lugar
Na ânsia louca de te encontrar
Não soube a forma certa de me manifestar
Amanhã quando outro dia nascer
E mais uma árvore florescer
Lembrarei que é preciso te esquecer
Para que eu possa voltar a viver
Longe da morte dos desejos em mim
Pois que são meus e não quero o seu fim
Vou encontrar a minha paz enfim...
Dessa história que aos poucos levou você de mim
Quantas vezes tentei te buscar
Quantas vezes tive que recuar
Se o presente me cobra as respostas de ontem
Foi por que em algum lugar
Na ânsia louca de te encontrar
Não soube a forma certa de me manifestar
Amanhã quando outro dia nascer
E mais uma árvore florescer
Lembrarei que é preciso te esquecer
Para que eu possa voltar a viver
Longe da morte dos desejos em mim
Pois que são meus e não quero o seu fim
Vou encontrar a minha paz enfim...
Erotismo
O sol já desponta ao longe
Meus olhos preguiçosos recusam-se a abrir
Quero me largar, voltar a dormir
Na noite passada você esteve em meus sonhos
Meu corpo dá sinais que não foram sonhos singelos
Minhas mãos percorrem meu corpo como se fossem as suas
E me descubro totalmente nua
As fantasias já começam a se formar
Sinto o seu cheiro como se você estivesse aqui
Ao meu lado pronto para me amar
Dou vazão aos meus desejos
Uma música começa a soar nos meus ouvidos
É o som que sempre gosto de ouvir
Sinto cada pedaço de pele, macia desejosa
Direciono minhas mãos
Já não posso mais esperar
O corpo todo retorce, contorce
É desejo, é paixão
E em segundos, como um vulcão,
Ele se liberta em uma explosão
Depois tudo volta à calma e serenidade
O corpo relaxado se deixa rolar para o lado
Adormece...
Meus olhos preguiçosos recusam-se a abrir
Quero me largar, voltar a dormir
Na noite passada você esteve em meus sonhos
Meu corpo dá sinais que não foram sonhos singelos
Minhas mãos percorrem meu corpo como se fossem as suas
E me descubro totalmente nua
As fantasias já começam a se formar
Sinto o seu cheiro como se você estivesse aqui
Ao meu lado pronto para me amar
Dou vazão aos meus desejos
Uma música começa a soar nos meus ouvidos
É o som que sempre gosto de ouvir
Sinto cada pedaço de pele, macia desejosa
Direciono minhas mãos
Já não posso mais esperar
O corpo todo retorce, contorce
É desejo, é paixão
E em segundos, como um vulcão,
Ele se liberta em uma explosão
Depois tudo volta à calma e serenidade
O corpo relaxado se deixa rolar para o lado
Adormece...
Sim, mas...
Sim, mas e agora
O vento lá fora já foi embora
Meu pequeno amuleto em forma de espora
Desapareceu depois que cai no sono da hora
Meu peito apertado, chora, implora
A noite se vai, renasce a aurora
Meu amor virou cinzas de outrora
Sim, mas e agora
Deixas-me ou apenas me ignora...
O vento lá fora já foi embora
Meu pequeno amuleto em forma de espora
Desapareceu depois que cai no sono da hora
Meu peito apertado, chora, implora
A noite se vai, renasce a aurora
Meu amor virou cinzas de outrora
Sim, mas e agora
Deixas-me ou apenas me ignora...
Deixar Partir
Resolvi deixar você partir
Decisão difícil, mas necessária.
Ao entrar nesse quarto recheado de memórias
Fui ao chão como quem se transporta para outro tempo,
Momentos e sensações foram pontuando meu espaço,
Lágrimas de tristeza e alegria rolaram pela minha face.
As viagens no tempo têm esse poder mágico
De me levar a lugares e situações que jamais esquecerei.
As cicatrizes estavam ali mostrando que houveram brigas,
Palavras não ditas e silêncio cortante.
As travessuras simples e ingênuas
Também circularam por minha memória,
Como criança que sorri ao brincar na poça d’água
Lambuzei de doce os meus doces sonhos e desejos.
Tudo agora passa muito rápido e já não o vejo
Precisei deixar você partir para me erguer novamente.
Não o buscarei, nem o verei mais enquanto forma
Será apenas a lembrança, a saudade, a fantasia descomplicada.
Há momentos que é necessário cortar a linha invisível do sentimento
Deixar partir, libertar o que já não é mais possível sentir.
E um dia, quando o tempo na sua eterna sabedoria
Dar ao vento as palavras certas para me serem entregues,
Saberei que valeu apena o amor libertar
Para que em um novo momento eu seja capaz de amar.
Decisão difícil, mas necessária.
Ao entrar nesse quarto recheado de memórias
Fui ao chão como quem se transporta para outro tempo,
Momentos e sensações foram pontuando meu espaço,
Lágrimas de tristeza e alegria rolaram pela minha face.
As viagens no tempo têm esse poder mágico
De me levar a lugares e situações que jamais esquecerei.
As cicatrizes estavam ali mostrando que houveram brigas,
Palavras não ditas e silêncio cortante.
As travessuras simples e ingênuas
Também circularam por minha memória,
Como criança que sorri ao brincar na poça d’água
Lambuzei de doce os meus doces sonhos e desejos.
Tudo agora passa muito rápido e já não o vejo
Precisei deixar você partir para me erguer novamente.
Não o buscarei, nem o verei mais enquanto forma
Será apenas a lembrança, a saudade, a fantasia descomplicada.
Há momentos que é necessário cortar a linha invisível do sentimento
Deixar partir, libertar o que já não é mais possível sentir.
E um dia, quando o tempo na sua eterna sabedoria
Dar ao vento as palavras certas para me serem entregues,
Saberei que valeu apena o amor libertar
Para que em um novo momento eu seja capaz de amar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Autoretrato
O papel vai revelando
O que nem sequer sabia existir
Os pontos vão se multiplicando
E em segundos uma imagem revelando
Os traços iniciais quase disformes
Tomam forma de um corpo
Que eu não conheço
Ele parece ser tão antigo
Que quase não o reconheço
Mas ele me pertence
Maltratado, amargurado... Um trapo
A luz revela a alma
Por isso não reconheço o corpo
Os olhos não têm o brilho de ontem
Os lábios não se abrem em um sorriso
De lado essa massa de pele e ossos
Curva-se rumo ao chão
O preto toma conta dessa escuridão
Na foto revelada apenas uma
Alma cansada da espera
E da angústia do desencontro
Esse autoretrato revela apenas
Uma alma esquecida
Do que um dia esperou da vida.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O recomeço é sempre muito difícil
Sinto-me como a uma lagarta
Vou rastejando entre galhos e folhas
Começo a preparar meu casulo
Nesse tempo que ignoro a passagem
Sobrará apenas a necessidade de me recriar
Encolho-me quase a um feto
Debruçada por sobre meus delírios
De um sofrimento que jamais
Imaginei sentir e nunca desejei viver
Agarrada a uma fina linha de sustentação
Consigo ver apenas uma sombra
O consolo vem de sons que ao longe
Repercutem o que nunca quis ouvir
Vou regurgitando e remoendo
Os restos do que sobrou
Ainda é um escuro que padece de solidão
Mas apiedada de mim
Virá uma luz que mesmo exígua
Poderá salvar minha alma
Já sinto meu casulo se fechando
Já sinto meu corpo se reconstruindo
Levará o tempo necessário para se curar
Nessa viagem sem volta
Permitirei-me apenas esperar.
Sinto-me como a uma lagarta
Vou rastejando entre galhos e folhas
Começo a preparar meu casulo
Nesse tempo que ignoro a passagem
Sobrará apenas a necessidade de me recriar
Encolho-me quase a um feto
Debruçada por sobre meus delírios
De um sofrimento que jamais
Imaginei sentir e nunca desejei viver
Agarrada a uma fina linha de sustentação
Consigo ver apenas uma sombra
O consolo vem de sons que ao longe
Repercutem o que nunca quis ouvir
Vou regurgitando e remoendo
Os restos do que sobrou
Ainda é um escuro que padece de solidão
Mas apiedada de mim
Virá uma luz que mesmo exígua
Poderá salvar minha alma
Já sinto meu casulo se fechando
Já sinto meu corpo se reconstruindo
Levará o tempo necessário para se curar
Nessa viagem sem volta
Permitirei-me apenas esperar.
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