Estou aqui no cume dessa montanha
Lá embaixo as ondas se quebram nas rochas
O vento como companheiro vem ao meu encontro
Seu toque é como se fossem suas mãos
A acariciar minha pele e brincar com meus cabelos
Existe um oceano a nos separar
O som que vem das ondas
É o lamento dessa separação
Aqui, tendo apenas essas rochas
Sob meus pés enraizados
Sei que não tenho forças para ir adiante
Liberar minhas asas e voar ao seu encontro
Não é apenas esse oceano que nos separa
Mas nossas vidas com suas particularidades
Um universo dentro de outro
Desejo e saudade não são suficientes
Somos duas estrelas separadas
Por anos luz de distância
Mas o vento e as ondas não se importam
Tentam com sua força manter acesa
Essa pequena chama que não se apaga
Eu estou aqui embalada pelas ondas e pelo vento
No solitário vazio do tempo...
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
domingo, 21 de agosto de 2011
Projeto: Poema Encaixado
Mãos...
Macias e delicadas
Marcadas e calejadas
Que acariciam...Tocam
Mãos que afagam
Mãos que embalam
Que prendem... Libertam
Que se unem em oração
Que secam a lágrima de uma paixão
Mãos que se abrem ao vento
Mãos...
Paz, enfim...
E assim chegamos ao fim
Dessa história que aos poucos levou você de mim
Quantas vezes tentei te buscar
Quantas vezes tive que recuar
Se o presente me cobra as respostas de ontem
Foi por que em algum lugar
Na ânsia louca de te encontrar
Não soube a forma certa de me manifestar
Amanhã quando outro dia nascer
E mais uma árvore florescer
Lembrarei que é preciso te esquecer
Para que eu possa voltar a viver
Longe da morte dos desejos em mim
Pois que são meus e não quero o seu fim
Vou encontrar a minha paz enfim...
Dessa história que aos poucos levou você de mim
Quantas vezes tentei te buscar
Quantas vezes tive que recuar
Se o presente me cobra as respostas de ontem
Foi por que em algum lugar
Na ânsia louca de te encontrar
Não soube a forma certa de me manifestar
Amanhã quando outro dia nascer
E mais uma árvore florescer
Lembrarei que é preciso te esquecer
Para que eu possa voltar a viver
Longe da morte dos desejos em mim
Pois que são meus e não quero o seu fim
Vou encontrar a minha paz enfim...
Erotismo
O sol já desponta ao longe
Meus olhos preguiçosos recusam-se a abrir
Quero me largar, voltar a dormir
Na noite passada você esteve em meus sonhos
Meu corpo dá sinais que não foram sonhos singelos
Minhas mãos percorrem meu corpo como se fossem as suas
E me descubro totalmente nua
As fantasias já começam a se formar
Sinto o seu cheiro como se você estivesse aqui
Ao meu lado pronto para me amar
Dou vazão aos meus desejos
Uma música começa a soar nos meus ouvidos
É o som que sempre gosto de ouvir
Sinto cada pedaço de pele, macia desejosa
Direciono minhas mãos
Já não posso mais esperar
O corpo todo retorce, contorce
É desejo, é paixão
E em segundos, como um vulcão,
Ele se liberta em uma explosão
Depois tudo volta à calma e serenidade
O corpo relaxado se deixa rolar para o lado
Adormece...
Meus olhos preguiçosos recusam-se a abrir
Quero me largar, voltar a dormir
Na noite passada você esteve em meus sonhos
Meu corpo dá sinais que não foram sonhos singelos
Minhas mãos percorrem meu corpo como se fossem as suas
E me descubro totalmente nua
As fantasias já começam a se formar
Sinto o seu cheiro como se você estivesse aqui
Ao meu lado pronto para me amar
Dou vazão aos meus desejos
Uma música começa a soar nos meus ouvidos
É o som que sempre gosto de ouvir
Sinto cada pedaço de pele, macia desejosa
Direciono minhas mãos
Já não posso mais esperar
O corpo todo retorce, contorce
É desejo, é paixão
E em segundos, como um vulcão,
Ele se liberta em uma explosão
Depois tudo volta à calma e serenidade
O corpo relaxado se deixa rolar para o lado
Adormece...
Sim, mas...
Sim, mas e agora
O vento lá fora já foi embora
Meu pequeno amuleto em forma de espora
Desapareceu depois que cai no sono da hora
Meu peito apertado, chora, implora
A noite se vai, renasce a aurora
Meu amor virou cinzas de outrora
Sim, mas e agora
Deixas-me ou apenas me ignora...
O vento lá fora já foi embora
Meu pequeno amuleto em forma de espora
Desapareceu depois que cai no sono da hora
Meu peito apertado, chora, implora
A noite se vai, renasce a aurora
Meu amor virou cinzas de outrora
Sim, mas e agora
Deixas-me ou apenas me ignora...
Deixar Partir
Resolvi deixar você partir
Decisão difícil, mas necessária.
Ao entrar nesse quarto recheado de memórias
Fui ao chão como quem se transporta para outro tempo,
Momentos e sensações foram pontuando meu espaço,
Lágrimas de tristeza e alegria rolaram pela minha face.
As viagens no tempo têm esse poder mágico
De me levar a lugares e situações que jamais esquecerei.
As cicatrizes estavam ali mostrando que houveram brigas,
Palavras não ditas e silêncio cortante.
As travessuras simples e ingênuas
Também circularam por minha memória,
Como criança que sorri ao brincar na poça d’água
Lambuzei de doce os meus doces sonhos e desejos.
Tudo agora passa muito rápido e já não o vejo
Precisei deixar você partir para me erguer novamente.
Não o buscarei, nem o verei mais enquanto forma
Será apenas a lembrança, a saudade, a fantasia descomplicada.
Há momentos que é necessário cortar a linha invisível do sentimento
Deixar partir, libertar o que já não é mais possível sentir.
E um dia, quando o tempo na sua eterna sabedoria
Dar ao vento as palavras certas para me serem entregues,
Saberei que valeu apena o amor libertar
Para que em um novo momento eu seja capaz de amar.
Decisão difícil, mas necessária.
Ao entrar nesse quarto recheado de memórias
Fui ao chão como quem se transporta para outro tempo,
Momentos e sensações foram pontuando meu espaço,
Lágrimas de tristeza e alegria rolaram pela minha face.
As viagens no tempo têm esse poder mágico
De me levar a lugares e situações que jamais esquecerei.
As cicatrizes estavam ali mostrando que houveram brigas,
Palavras não ditas e silêncio cortante.
As travessuras simples e ingênuas
Também circularam por minha memória,
Como criança que sorri ao brincar na poça d’água
Lambuzei de doce os meus doces sonhos e desejos.
Tudo agora passa muito rápido e já não o vejo
Precisei deixar você partir para me erguer novamente.
Não o buscarei, nem o verei mais enquanto forma
Será apenas a lembrança, a saudade, a fantasia descomplicada.
Há momentos que é necessário cortar a linha invisível do sentimento
Deixar partir, libertar o que já não é mais possível sentir.
E um dia, quando o tempo na sua eterna sabedoria
Dar ao vento as palavras certas para me serem entregues,
Saberei que valeu apena o amor libertar
Para que em um novo momento eu seja capaz de amar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Autoretrato
O papel vai revelando
O que nem sequer sabia existir
Os pontos vão se multiplicando
E em segundos uma imagem revelando
Os traços iniciais quase disformes
Tomam forma de um corpo
Que eu não conheço
Ele parece ser tão antigo
Que quase não o reconheço
Mas ele me pertence
Maltratado, amargurado... Um trapo
A luz revela a alma
Por isso não reconheço o corpo
Os olhos não têm o brilho de ontem
Os lábios não se abrem em um sorriso
De lado essa massa de pele e ossos
Curva-se rumo ao chão
O preto toma conta dessa escuridão
Na foto revelada apenas uma
Alma cansada da espera
E da angústia do desencontro
Esse autoretrato revela apenas
Uma alma esquecida
Do que um dia esperou da vida.
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