terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O problema foi que eu acreditei
Tivesse eu ficado apenas na fantasia
Tudo teria virado fumaça
E ao acender das luzes
Perceberia que tudo não passou de sonho
E é claro FANTASIA...

Ser

Alguém disse que é preciso Ser
Então eu Fui
Perdi-me no meio do caminho
Muitas pedras me encontraram
Alguns rastros foram apagados
Pela chuva, pelo vento...
Muitas estradas e um único destino
Único?
Nas encruzilhadas parei
Esquerda, direita, frente, voltar...
Voltar significaria desistir
Então parti pelo caminho que escolhi
Nem tudo foram lágrimas,
Mas também nem tudo foram risos.
Os caminhos que segui, por conta e risco,
Ensinaram-me a jamais me arrepender
Ao contrário, recolhi o que
Em caco se transformou
Colei o que foi importante
Joguei fora o resto
Nesse eterno renascer... Crescer... E viver
Aprendo constantemente a real
Necessidade de SER.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Crônica...

 O final de semana foi de demonstração de afeto dos meus adorados afilhados, pelo meu aniversário que se aproxima. Minha sobrinha e afilhada Elysa me levou ao cinema. “Amanhecer” foi o filme escolhido, claro que já assistimos a todos os filmes da saga e é sempre um prazer estar na sua companhia. Essa moça linda, inteligente e extremamente dedicada é a doçura e a beleza em pessoa, tenho muito orgulho dela, adorei meu presente.
“Madrinha, esse gol é pra você... Presente de aniversário antecipado, te amooo”.  Essa foi à frase gritada do meu afilhado Rafael, lá de Maringá, ao marcar um dos três gols que fez no final do campeonato da escola.  Esse pequeno grande rapaz, com seus sete anos, atacante e artilheiro mostra que carinho e amor vem em grandes porções e não importa a distância. E a madrinha aqui se derrete inteira.  Já avisei que no próximo campeonato estarei lá, torcendo e gritando, como bem convém a uma madrinha maluquinha.
Em Brasília, tem também o outro afilhado Marcos, um belo rapaz da Força Aérea, carinhoso, educado, gentil e que tem um péssimo defeito, é incapaz de dizer “não”, principalmente se for para uma mulher, se ela chorar então a coisa complica. Esse meu eterno menino, me presenteia sempre com essa frase “Tia, você é minha inspiração...” e eu, toda metida, respondo: Você é meu orgulho. De presente ele me deu um caminhão de beijos e a promessa de me ensinar capoeira em 2012. É só um número na carteira de identidade, a criança aqui tem certa dificuldade em envelhecer, até porque tenho coisas demais para aprender e só vivi um pouquinho até agora.
E não posso esquecer-me do pequeno Diego, com aquele olhar sapeca e safado, que me enche de beijo todas as vezes que estamos juntos.  Adoramos jogar vídeo game, a disputa é séria e não dou mole pra ele não, mas ele é esperto, joga aquele charme do alto dos seus quatro anos e é claro, a didinha Jackie não resiste aperto e mordo aquela coisinha gostosa. Esse vai dar muito trabalho quando crescer, já morro de ciúmes. E tem também o meu mais novo afilhado, ou afilhada, que ainda está bem protegido dentro da barriga da mamãe Jânia, mas já é tão amado e tão desejado que consigo sentir sua energia fluindo pra mim, principalmente nesse momento em que me sinto frágil.
Cada um, com suas características e personalidades são meus maiores presentes. Receber um sorriso, ganhar um beijo e um abraço apertado renova minha energia e minha certeza que ainda vale a pena acordar amanhã e continuar seguindo meu caminho e dando a eles meu amor e meu respeito.
Dezembro não é um mês que aprecio muito. Coisas não muito boas aconteceram ao longo desses meus quase 45 anos e sempre no mês de dezembro coincidência ou não.  Esse mês me deixa triste, angustiada, tem um nó na garganta que não se desfaz e nunca consegui entender porque isso acontece.  Dentro de alguns dias renovo a idade e esse nó fica um pouco mais leve. Não, não é porque fico mais velha que me sinto angustiada... O que alivia um pouco e me deixa feliz são essas pequenas demonstrações de carinho e amor dessas pessoas que amo tanto e que só por existirem fazem da minha vida um arco íris.
Momento “deprê” de lado, dezembro não é só tristeza, esse ano ele vem com algumas expectativas também: o lançamento de um livro com alguns poemas meus, o resultado, que espero positivo para a turma do mestrado UFU/2012, mudança de casa, o fim de um período meio confuso e complicado e o desejo de encontrar em 2012, alguém para compartilhar minhas alegrias e conquistas, mas esse desejo terá que passar por algumas apreciações, acho que esse momento será o mais complicado, já que tem muita gente para fazer a avaliação e aceitação do futuro pretendente, mas entendo que o que todos querem é a minha felicidade e nada menos que isso. Coração aberto e portas e janelas da alma também.
Aos meus amados afilhados que me deram presentes tão lindos o meu muito obrigada, um beijo enorme no coração de cada um e quero vocês comigo, pelo menos em espírito, no dia do meu aniversário.
Assim encerro mais um final de semana, cheia de graça e paz. Feliz por ter na minha vida, seres humanos tão lindos que tenho o orgulho, e o egoísmo, de chamar de meus: amores, amigos, afilhados... Meu coração fica mais leve só por saber que vocês existem.
Diego
Rafinha

Elysa
Marquinho
Mamãe Jânia

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sintomas de saudade - Marisa Monte

Saudade

Quanto tempo dura uma saudade?
O tempo necessário para tirar da alma
A imagem da beleza, dos pulmões o
Cheiro extasiante, da boca o gosto adocicado
Das palavras ditas com amor e carinho.
O tempo que dura uma saudade é o
Mesmo tempo que leva a luz de uma estrela
Distante para brilhar em teus olhos.
Saudade dos pequenos momentos regados
A gargalhadas e palhaçadas.
Saudade do colo que tantas vezes acalentou.
Saudade do beijo doce e do abraço apertado.
Saudade das brigas que sempre terminavam
Em um sorriso tímido que aos poucos agigantava.
O tempo que dura uma saudade não se conta
Pelos ponteiros do relógio ou pelos dias do calendário
Saudade não se mensura.
Saudade sente-se e pronto, embora nem sempre
Possa, ao final do dia, colocar um ponto.

Vício - Roupa Nova(Acústico 2)

De novo não... "Eu juro que não..."
Quero gritar, mas a minha voz insiste em se calar
Meus poucos instantes de felicidade acabam
Murchos em algum canto da alma
Não sei lidar com esse vazio que cresce
Maltrata e me deixa seca como uma figueira
Que levou do tempo apenas o vento
Soprado nas noites quentes e adormecido
No quase nada de dias partidos
Iludir-me parecia ser a coisa certa a fazer
Mas como um vício, percebi que necessitava
Do estado de alma momentâneo para logo
Em seguida voltar a sofrer o vazio angustiante
Lamber as feridas causadas pelo orgulho e
Arrancar da pele as marcas deixadas por toques
Que dificilmente abandonarão os recônditos da memória
Ver-me sufocar na noite engolindo lágrimas
E acordar para o dia cinza com restos de ontem
Loucas as minhas vontades e absurdamente infeliz
Minha verdade transvestida de nada com luz
Bruxuleante e esmaecida
Pobre vida desperdiçada e esquecida.

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...