quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O tempo agora passa lentamente
Já não sinto mais o frio e nem os tremores
E desejos da espera
Naquele dia quando as luzes
Brilhavam e iluminavam a noite
Um único instante encerrou uma história
Alguns gestos, lágrimas e a certeza
De tomar outra direção
Por um tempo ainda será luto em meu coração
Mas haverá um amanhã e apenas saudade
Agora as palavras brincam em minha frente
Elas vão tecendo uma trama, ora fechada, ora aberta
E fazem um sorriso aparecer em meus lábios
Olho de lado, um resto de sol se despede
Abraço meu corpo em uma profunda entrega
Como fumaça me desfaço no ar
Cavalgo o vento
Estou livre
Vou para onde ele quiser me levar...
Como criança caprichosa escondi
Sob as pedras preciosas
Minha caixinha de ilusões que, decidida, 
Resolvi dela me dispor.
Entre pedregulhos de histórias 
E momentos de encantamento
Vi os restos do sorriso que um dia 
Havia conquistado minha alma
E lá plantado pequenas sementes 
Que vira brotar como desejos e se transformar. 
Quis guardar como tesouro de infância os restos
Que um dia tão docemente me permitiu sonhar.
A chave virá em um cordão, 
Mas ficará sempre presa e
Acantonada no meu coração.
Voltarei um dia a esse esconderijo?
Não sei.
Sei apenas que bastará a lembrança para iluminar
E fazer brilhar os olhos e teu belo rosto poder novamente enxergar.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Alguns dias, horas e então esse ano chega ao fim.
Um ano que mais me maltratou que amou,
Que rasgou minha pele e deixou feridas,
Que lavou minha face com gotas salgadas
E cobriu minha alma com sombras.
Frágil corpo que foi ao chão tantas vezes,
Mas que se levantou e com dores não se alquebrou.
Vejo agora, como filme em minha memória,
Os sorrisos nos lábios quando
A vontade era de chorar.
A dor no peito da saudade que machuca,
O sim quando o desejo era gritar o não.
Não peço nada para o ano que chega
O cansaço não me permite desejar.
Levarei na bagagem apenas uma certeza,
Que podem me derrubar
Podem me fazer chorar
Podem ignorar minha maneira de ser
Podem ignorar o meu querer
Eu serei sempre eu
Com minha anormalidade escancarada
E minha vontade de encontrar
O sol em cada nascer de um novo dia.
E mesmo debaixo da chuva fria
Estarei aquecida pelo sangue que
Corre nas veias e contra tudo
Acreditar que a solidão é opção
E com ela sinto-me muito bem acompanhada,
Pois estou dentro do meu mundo
Tantas vezes criticado e questionado,
Mas que não vive de aparências
Muito menos de sorriso e falas falsas.
Seguirei sozinha, mas seguirei
O que vou encontrar só depende
Das escolhas que farei e das
Pessoas que desejarei a meu lado.
Sinto-me como cega ontem
E livre do negro véu hoje.
Não faltarão críticas e pelejas
Não faltarão comentários e sermões
Não faltarão verdades e conhecimento...
Ontem cega, hoje surda
Meu silêncio será música
Que alimentará minha alma
Assumo de vez todos os adjetivos
A mim apregoados...
Não sou boa moça e jamais o serei
Quero a liberdade de falar o que penso
De fazer o que tiver vontade,
De ser um SER HUMANO
E não uma coisa estereotipada
Manipulada por ilusões e fantasias.
Já conheço o meu fim
E isso é a única verdade que
Tem real significado para mim.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vício

Todo vício pede um tempo para desintoxicação,
Assim eu também preciso de um tempo
Para poder me livrar de você.
Não é fácil devo dizer.
Quando a saudade vem o corpo sofre,
Sinto dores em lugares que nunca imaginei.
Choro!
O choro lava a alma e ameniza a angústia,
Depois do sofrimento vem a melancolia.
Encolho-me abraçada às pernas
Em um canto qualquer da minha alma.
Ali, sozinha, espero a dor passar
Mais um dia se vai.
Ainda é muito forte o que sinto,
A abstinência de você não é fácil
Mas amanhã será outro dia
E um pouco mais de sofrimento.
E chegará um dia que meu corpo estará limpo,
E eu poderei caminhar livremente
Sem dor ou sofrimento.
Haverá muito mais luz em meu caminhar
E talvez algum dia reencontre o prazer de amar.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Adrieline...

Apenas 19 cm e a grandeza 
De ser tão amada e desejada.
O pequeno coração explode em batimentos que,
Na nossa doce ilusão, imaginamos seja de emoção
Por também sentir o nosso amor.
Tão pequenina e tão forte.
Um anjo que virá em maio,
E chegará numa manhã de sol radiante.
Às lágrimas, que já rolam por nosso rosto,
São pequenas gotas de cristais
Que gostaríamos de transformar em pedras preciosas
Para lhe entregar assim que você chegar.
Seu nome você mesma vai inspirar
E ele será tão forte e determinado
Que ninguém terá coragem de contestar
Venha nos iluminar pequena estrela
E nos torne com seu doce e meigo olhar
Pessoas melhores e muito mais felizes
Simplesmente por ao seu lado ficar.

Poema dedicado a minha afilhadinha linda que ainda vai nascer...
O problema foi que eu acreditei
Tivesse eu ficado apenas na fantasia
Tudo teria virado fumaça
E ao acender das luzes
Perceberia que tudo não passou de sonho
E é claro FANTASIA...

Ser

Alguém disse que é preciso Ser
Então eu Fui
Perdi-me no meio do caminho
Muitas pedras me encontraram
Alguns rastros foram apagados
Pela chuva, pelo vento...
Muitas estradas e um único destino
Único?
Nas encruzilhadas parei
Esquerda, direita, frente, voltar...
Voltar significaria desistir
Então parti pelo caminho que escolhi
Nem tudo foram lágrimas,
Mas também nem tudo foram risos.
Os caminhos que segui, por conta e risco,
Ensinaram-me a jamais me arrepender
Ao contrário, recolhi o que
Em caco se transformou
Colei o que foi importante
Joguei fora o resto
Nesse eterno renascer... Crescer... E viver
Aprendo constantemente a real
Necessidade de SER.

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...