Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Meninas... Mulheres
Não cresceram ainda, são meninas
Mas se comportam como adultas
Uma veste o vestido da mãe
E se olha no espelho e joga os ombros para trás
A outra sobe nos sapatos de salto
Mal conseguindo se equilibrar
Com as mãos na cintura
Tenta, aos tropeços, desfilar
Reviram a caixa encantada
Deixando uma gargalhada solta no ar
Uma usa no pulso um grande relógio
A outra, no pescoço, todas as pérolas
Mal conseguem manter-se de pé
E acreditam que assim já viraram mulher
O batom desenha linhas tortas
E deixam as bocas lambuzadas
Mas sentem-se entusiasmadas
Meninas de olhos grandes
Cabelos soltos e livres
Apreciem o reflexo da criança
No espelho do tempo que diz:
Sejam crianças, meninas
Sapecas e faceiras
Aproveitem o tempo das brincadeiras
Pois no tempo certo a transformação acontecerá
E a menina em mulher se tornará.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Era uma quarta-feira
Quando me foi dada à luz
Quando me foi dada à luz
E a lua brilhava em Libra
Dizem os astros que
Sob a influência da lua
Sou um ser agradável e charmoso
Quem dera os astros
Detivessem o poder da verdade
E lá se vão 46 anos de vida
Dias de sol... Dias de chuva
No caminho, muitas pegadas
Algumas profundas, outras leves
De qualquer forma
Caminhar sob a minha realidade
Faz com que minhas fantasias
Sejam cheias de cor e luz
Tenho mais a agradecer do que reclamar
Não peço nada a não ser
Que Deus seja paciente comigo
Pois que sou desobediente e teimosa
Uma sagitariana que não nega
Seu lado animal quando necessário
E dificilmente mantem sua língua dentro da boca
Os que me conhecem sabem lidar com meus defeitos
Os que acham que me conhecem criticam-me
Os que gostariam de me conhecer têm receio
Sugiro que se aproximem
Aprendam a enxergar além
Quem sabe nos tornamos amigos
E não meros conhecidos
Como acredito na eternidade
Vou vivendo minhas muitas idades
Talvez um dia me seja dado à dádiva
De nunca mais voltar
Aí então saberei que aprendi
Cresci, evolui e poderei enfim
Aproveitar os doces sabores
Da arte de viver
Um brinde a vida,
A minha VIDA!
E lá se vão 46 anos de vida
Dias de sol... Dias de chuva
No caminho, muitas pegadas
Algumas profundas, outras leves
De qualquer forma
Caminhar sob a minha realidade
Faz com que minhas fantasias
Sejam cheias de cor e luz
Tenho mais a agradecer do que reclamar
Não peço nada a não ser
Que Deus seja paciente comigo
Pois que sou desobediente e teimosa
Uma sagitariana que não nega
Seu lado animal quando necessário
E dificilmente mantem sua língua dentro da boca
Os que me conhecem sabem lidar com meus defeitos
Os que acham que me conhecem criticam-me
Os que gostariam de me conhecer têm receio
Sugiro que se aproximem
Aprendam a enxergar além
Quem sabe nos tornamos amigos
E não meros conhecidos
Como acredito na eternidade
Vou vivendo minhas muitas idades
Talvez um dia me seja dado à dádiva
De nunca mais voltar
Aí então saberei que aprendi
Cresci, evolui e poderei enfim
Aproveitar os doces sabores
Da arte de viver
Um brinde a vida,
A minha VIDA!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Fui...
Vi...
Não gostei...
Voltei...
Girei em meu eixo
E retornei ao ponto que parti
Comecei de novo
Um pé a frente do outro
Um tropeço aqui, uma pedra ali
Sol, chuva, ventania
Na sombra de minhas fantasias
Parei e me refestelei
Beijei com gosto aquele
Que no caminho encontrei
Deixei pegadas para
Lembrar-me de onde passei
E fui...
Passos largos em alguns momentos
Passos lentos apreciando o tempo
Mas se houver necessidade de retornar
O farei sem pestanejar!
Vi...
Não gostei...
Voltei...
Girei em meu eixo
E retornei ao ponto que parti
Comecei de novo
Um pé a frente do outro
Um tropeço aqui, uma pedra ali
Sol, chuva, ventania
Na sombra de minhas fantasias
Parei e me refestelei
Beijei com gosto aquele
Que no caminho encontrei
Deixei pegadas para
Lembrar-me de onde passei
E fui...
Passos largos em alguns momentos
Passos lentos apreciando o tempo
Mas se houver necessidade de retornar
O farei sem pestanejar!
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Medo
Causando arrepios, acelerando minha pulsação
Olhos arregalados na eminência do contato
Tateio o vazio, meu corpo estremece
Sinto frio, como se lâminas me atingissem
Os ouvidos aguçados na esperança
De escutar alguma coisa
Vislumbro uma sombra e me desespero...
Deparo-me com o vazio
O silêncio é cortado por batidas
Acredito ser alguém à porta
Aguço ainda mais os ouvidos
Grito esperando ser ouvido
Mas nada acontece
Respiro como se o ar tivesse me abandonado
E percebo que as batidas alucinadas
Era meu coração
Eu já o sentia na boca
A noite escura e desequilibrada
Parece brincar com minhas emoções
Os minutos pingando em horas
Meus nervos em frangalhos
Ficam alerta com qualquer movimento
As mãos tremem, o suor é pegajoso
Não consigo ver nada, o silêncio revolve
Cada centímetro a minha volta
Fareja-me como um cão
Consigo ver suas presas
E os seus olhos negros em mim
Um raio corta minha visão
A aurora desponta
O cão desaparece, respiro
Lentamente volto ao meu estado normal
O medo como criatura apavorante
Rondou-me na noite passada
E como amante sedento sugou minhas forças
Deslizo para o chão, exausto
Fecho os olhos e num último suspiro
Adormeço...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Ai, moço bonito
Perco até o gingado quando você me olha assim
Se me vem ao alvorecer nem percebo o sol nascer
Embriagada que fico só por te ver
Suas passadas seguras, respiração ofegante
Essas pernas, ai que pernas
As minhas chegam quase a tremer
Mas se me vens ao anoitecer
Travo uma briga com a lua atrevida
Que vem toda cheia de vida
Para o teu olhar de mim roubar
Ela sabe o poder que tem
Pois te seduz até no reflexo do mar
E do alto de meus pensamentos lascivos
Fico a me perguntar: o que pensas ao caminhar?
Me ponho logo a fantasiar
Ai, moço bonito
Sinto o teu cheiro no ar
Cheiro de macho que tem charme no olhar
O suor exalando cedro e o frescor do hortelã
Pisca para mim com esses olhos de avelã
Da minha janela fico a sonhar
Vejo teus braços lançados ao vento
Correndo para me encontrar
Ai, moço bonito
Torço para o tempo parar
Se me desalinho toda só ao te ver passar
O que seria de mim, se de verdade,
Viesses me abraçar
Ai, moço bonito
Nem quero imaginar, melhor sonhar...
Perco até o gingado quando você me olha assim
Se me vem ao alvorecer nem percebo o sol nascer
Embriagada que fico só por te ver
Suas passadas seguras, respiração ofegante
Essas pernas, ai que pernas
As minhas chegam quase a tremer
Mas se me vens ao anoitecer
Travo uma briga com a lua atrevida
Que vem toda cheia de vida
Para o teu olhar de mim roubar
Ela sabe o poder que tem
Pois te seduz até no reflexo do mar
E do alto de meus pensamentos lascivos
Fico a me perguntar: o que pensas ao caminhar?
Me ponho logo a fantasiar
Ai, moço bonito
Sinto o teu cheiro no ar
Cheiro de macho que tem charme no olhar
O suor exalando cedro e o frescor do hortelã
Pisca para mim com esses olhos de avelã
Da minha janela fico a sonhar
Vejo teus braços lançados ao vento
Correndo para me encontrar
Ai, moço bonito
Torço para o tempo parar
Se me desalinho toda só ao te ver passar
O que seria de mim, se de verdade,
Viesses me abraçar
Ai, moço bonito
Nem quero imaginar, melhor sonhar...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Devoro as horas noturnas e as engulo com gula
Bebo os minutos e como bicho selvagem
Farejo o tempo na esperança
De encontrá-lo desprotegido e desatento
Enlouquecida saio para a escuridão
Deixo as névoas da noite me cobrir
Deparo-me com a exuberante lua
Tão cheia e majestosa em sua veste prateada
Sua luz parece querer penetrar minha alma
Me desequilibro diante de sua magia
Sou fuzilada pelo brilho das estrelas
Caio no vácuo de minha existência
Despedaço-me em fragmentos
Sou recolhida e cuidada
Os minutos sopram melodias
Vou acalmando meu lado bicho
Agora sou apenas um espectro
Deformado enquanto ser
Para a luz do dia ver-me, de novo, renascer.
Bebo os minutos e como bicho selvagem
Farejo o tempo na esperança
De encontrá-lo desprotegido e desatento
Enlouquecida saio para a escuridão
Deixo as névoas da noite me cobrir
Deparo-me com a exuberante lua
Tão cheia e majestosa em sua veste prateada
Sua luz parece querer penetrar minha alma
Me desequilibro diante de sua magia
Sou fuzilada pelo brilho das estrelas
Caio no vácuo de minha existência
Despedaço-me em fragmentos
Sou recolhida e cuidada
Os minutos sopram melodias
Vou acalmando meu lado bicho
Agora sou apenas um espectro
Deformado enquanto ser
Para a luz do dia ver-me, de novo, renascer.
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