Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
sábado, 11 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
A dama que espera
Nessas
manhãs de outono que o azul domina o céu
No
fulgurante brilho da existência
Recorro
aos ensinamentos do passado distante
Vasculhando
gavetas de lembranças
Descalçando
os pés e despindo-me do ontem
Vou
deslizando pelo assoalho de sentimentos
Encerados
por lágrimas e risos
Brincando
nesse parque de emoções
Sob
o olhar da bela dama que me observa
Na
sua enigmática figura acomodada
Na
espera que não lhe aflige
Conto
os dias em forma de horas
Discorro
ao vento as histórias passadas
Retardo
o tempo com a ilusão de memórias
Busco
a criança que brincava solta
Correndo
no campo de gramas novas
Alimentando-me
dos brotos das sementes
Ontem
lançadas e esquecidas
Olho
em volta e tento materializar os sonhos
Desperdiçados
por medos tolos
E
o olhar da senhora segue meus passos
Silenciosa
e sem alarde
Ela me assusta e ao mesmo tempo me liberta
Ela me assusta e ao mesmo tempo me liberta
Chegou
meu tempo?
Acabou
minha história?
Apenas um rasgo no universo
Levando na cauda da poeira que brilha
Um rosto de formas mil
E um corpo que já não arqueja
Flutua na busca de outros tempos
Na certeza de outras histórias
Apenas um rasgo no universo
Levando na cauda da poeira que brilha
Um rosto de formas mil
E um corpo que já não arqueja
Flutua na busca de outros tempos
Na certeza de outras histórias
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O palhaço se diverte observando a moça que adoça o dia
com o açúcar transformado em algodão
A menininha acaricia a foca que lança
um olhar carinhoso de aprovação
E as almas de muitas histórias
se encontram, reencontram
O brilho nos olhos é a certeza
que quando estamos junto de pessoas
que nos completam, nos preenchem
tornamo-nos seres muito mais HUMANOS
Amor que não se mensura
e é ETERNO...
(Para vocês que amo tanto Jânia Maia e Laura)
sábado, 6 de abril de 2013
E eu fiquei ali parada, imóvel...
Até o vento se calou, retirando-se
e me deixando só
Seus lábios macios deslizavam
vagarosamente
Por sobre a pele de meu pescoço
que queimava
Aos poucos a boca abria-se em um
sussurro
As palavras agora eram deitadas em
meus ouvidos
Que desciam até meu coração e ali
se aconchegavam
Suas mãos quentes acariciavam meus
cabelos
E o toque tal como mágica elevavam
meus pés
Deixando-me sem chão, flutuando no
espaço...
Apertada ao teu peito fui sorvendo
teu cheiro
E me embebedando de teu hálito
doce
Já perdida e embriagada fui
lançada ao céu
Arrebatada por mãos e sussurros
Condenada à deliciosa sensação de
desamparo
E o vento retornou e meus olhos
foram abertos
E a imagem se dissolveu...
Perguntei ao vento se ele havia
encontrado teus rastros
Ele assegurou-me que há muito
perdera teus passos
Perguntei a chuva se havia
molhado teu rosto
Ela me respondeu que não mais o
vira e de você se perdeu
Perguntei ao sol se havia
iluminado teus dias
Ele entristecido me respondeu
que, embora por ti
Houvesse procurado apenas nuvens
e sombras foi encontrado
E a lua, de mim piedosa,
acrescentou com seu brilho ofuscante,
Se não houve rastros no caminho
e nem história deixada
Você aprendeu uma grande lição
Não esperar por nada...
Não acreditar em nada...
Desistir...
Pessimismo?... Negação?...
Meus olhos arregalados e meu
espanto
Foram logo acalmados
Entenda que foram essas as
melhores lições
Quando não lhe acrescentam nada
é por que
Nunca valeram a pena...
Aprenda a não esperar nada de
quem é vazio
A não acreditar em nada que não
tenha alma
Desista de tudo que seja pequeno
e volúvel
E uma estrela que prestava
atenção em tudo
Lançou-me sua cumplicidade e com
ela viajei
Fui para outras terras, outras
histórias
E apenas os sonhos comigo levei...
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
E eu que nem sabia direito o caminho do traço
Arrisquei-me no passo
Lançando fora os resquícios de outrora
Libertando minhas asas
Do invólucro morno e cômodo
Para descobrir-me metamorfoseada
Ai, pedacinhos de céu que, como estrelas,
Por sobre minha alma caem
Vou levitando e dançando
Dando ao vento beijos soprados
Para que o tempo entregue
Ao destinatário
O traço se faz caminho
E nos tropeços ou espinhos
Desnudo-me de nadas
Para vestir-me de tudo.
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