Um dia você vai chegar
E eu estarei ali, a sua espera
De banho tomado e alma lavada
O lixo que antes ficava à porta
Será para bem longe levado
A poeira que antes impedia a visão
será retirada das janelas
E poderás ver o sol quando se por
Ou quando esse vier no alvorecer
Plantarei flores para que seu caminho
Ganhe do vento o seu suave perfume
Despida das grossas camadas
De dores e lamentações
Estarei vestida de novos sonhos e esperanças
A suavidade do tecido que cobrirá meu corpo
Terá a transparência dos meus desejos
Como as flores que florescem na primavera
Depois das podas necessárias
Te encontrarei de braços e coração abertos
Para juntos escrevermos novas histórias.
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Gosto de ver o tempo passando
Acho musical aquele Tic... Tac...
Gosto de olhar o nada e descobrir
Que ele me revela tantas coisas
Gosto de sentar na tarde morna
E abraçar a brisa que me acolhe
Sem pedir nada em troca
Gosto de passar horas olhando a lua
Ela mexe com todos os meus sentidos
Saio do real e flutuo no imaginário
Gosto de entrar em um livro
E me misturar as personagens
Gosto de deitar sobre a grama
E ouvir todas as suas histórias
Enquanto fadas tecem tranças delicadas em meus cabelos
E sinos tocam uma música suave e melodiosa
Gosto de viajar e olhar tudo a meu redor
Pessoas com seus passos largos
Bichos, gente, máquinas
Tudo misturado em uma paisagem
Que vai se transformando, desenhando
Deixando-se acomodar
Gosto de simplesmente gostar.
Acho musical aquele Tic... Tac...
Gosto de olhar o nada e descobrir
Que ele me revela tantas coisas
Gosto de sentar na tarde morna
E abraçar a brisa que me acolhe
Sem pedir nada em troca
Gosto de passar horas olhando a lua
Ela mexe com todos os meus sentidos
Saio do real e flutuo no imaginário
Gosto de entrar em um livro
E me misturar as personagens
Gosto de deitar sobre a grama
E ouvir todas as suas histórias
Enquanto fadas tecem tranças delicadas em meus cabelos
E sinos tocam uma música suave e melodiosa
Gosto de viajar e olhar tudo a meu redor
Pessoas com seus passos largos
Bichos, gente, máquinas
Tudo misturado em uma paisagem
Que vai se transformando, desenhando
Deixando-se acomodar
Gosto de simplesmente gostar.
Hoje eu enxerguei você
Foi num daqueles passeios descompromissados
Já o tinha visto tantas vezes
Mas jamais enxergado
Incrível como criamos camadas
Por sobre a pessoa amada
Ou que acreditamos amar
Ou que acreditamos amar
E a cada pincelada tornamo-nos cegos
Desligamos as luzes de alerta
E nos contentamos com a obra que criamos
Mas o senhor destino, destemido e que jamais se cansa
Escolhe justamente aquele momento
Em que vagamos distraidamente
Para lhe tirar a palheta da mão
E impedir que você crie mais camadas
E como carrasco que é vai dissolvendo
O que você idealizou e fantasiou
O que se revela não é de todo feio
Mas também não é mais tão belo
Não há nada a dizer as palavras
Pedem licença para se retirar
Os olhos agora desnudos
Faz brotar a água que alivia
Mas que também transborda
Numa enxurrada de sensações
O resto do corpo mantem-se
Aquietado e cansado
Ao enxergar você
Percebi que o encanto fora quebrado
E me vi escorrendo como areia
Até chegar ao fundo
Totalmente esvaziada
Há uma tristeza que me ronda
Há uma raiva que rivaliza com ela
As duas travam uma luta intensa
O silêncio vem ao meu encontro
Embala-me em seus braços
A exaustão é tamanha
Meu corpo se deixa cair
Ao enxergar você, como mágica
Você deixou de existir. terça-feira, 14 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Que venha o novo ano...
Mais um ano vai deixando para trás o que se fez presente, ausente, distante. Foi um ano bom? Não sei a resposta, a única coisa que sei é que foi um ano de despedidas, algumas sem volta, outras, talvez recebam um olá qualquer dia desses, mas nem sei se esse olá é realmente importante.
Fiz viagens externas e
internas, aprendi muito. Descobri coisas interessantíssimas sobre a arte da
convivência, treinei a paciência, cultivei a tolerância. Importei-me muito pouco
com coisas insignificantes, valorizei pequenos gestos. Conheci pessoas
incríveis, decepcionei-me com outras que tinha em tão alta conta, chorei quando
algumas máscaras caíram e verdadeiros rostos foram revelados, alegrei-me com
gentilezas e respeito quando estes estão a cada dia mais distantes de nossa
realidade. Descobri que as pessoas podem ser cruéis usando o sorriso e as
frases sempre prontas para manterem-se com a imagem criada sem se preocuparem
com a dor que causam por suas atitudes.
Em muitos momentos fiz do silêncio um companheiro e do barulho
da minha mente o chicote que garante a disciplina de se permanecer SÃO quando a
vontade é perder a RAZÃO.
Não me lembro de ter me
apaixonado, acho que esse ano não tive muito tempo para isso, mas estou
torcendo para que o novo ano me traga esse companheiro de risadas largas e
humor na alma. Percebo agora, que a lembrança varreu esse espaço escondido, que
a ausência de alguém não foi tão dilacerante assim. Talvez já esteja pronta
para preencher o espaço do coração que precisou ser esvaziado. Mas diante do
que tenho visto e ouvido, talvez seja melhor seguir meu caminho sozinha. A
solidão pode, às vezes, causar desconforto, mas ela jamais deixará feridas que
dificilmente irão cicatrizar.
Comecei a preparar uma lista
de metas e desejos para o novo ano, parei na segunda linha. Não quero planejar
nada, tão pouco engessar as possibilidades. Como passarinho que vem comer ou
deixar sementes, quero estar de alma leve e coração livre para enxergar as
oportunidades e torná-las presente de uma vida melhor, mais simples, com o que realmente
vale a pena.
Já não valem mais tantas preocupações sem nexo, demonstrar sentimentos para agradar pessoas que nem se importam com você, manter na agenda quem nunca lhe dirigiu um oi. Só vale a pena o sorriso sincero, aquele que vem da alma. Só vale a pena estar com pessoas que realmente lhe desejam a companhia, só vale a pena trocar energias positivas com quem lhe deseja o sol em dias de chuva e a lua nas noites mais escuras.
Nesse tempo que corre como
dantes, mas acreditamos voar como jato só precisamos bendizer ao acordar e
agradecer ao adormecer. O “e se...” deve
ser trocado pelo “vou fazer... Vou
dizer...” E lembrando Sartre “o homem
nada mais é do que aquilo que ele faz de si mesmo”, nesse sentido vou me
construindo, reconstruindo e quem sabe no final seja alguém com muito menos
peso a carregar nos quilômetros que ainda me restam para caminhar.
Que venha esse novo ano e que
seja ele muito BEM-VINDO!
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Perguntei ao vento se poderia viajar com ele
Leve e sorridente lançou-me olhar desejoso
Me tirou do chão e voamos descompromissados
Nas suas asas dei vazão a imaginação
E lá de cima vi o mais belo dos mundos
Cabelos livres e alma leve
Solta como passarinho
Fui descobrindo aos poucos meu caminho
Mas precisava fazer uma última parada
E o vento, ciente de meu desejo
Como mágica para você me conduziu
Enxerguei teus belos olhos
E o sorriso que me acelera
Sorri de volta e quase cedi
Braços abertos e quentes me esperavam
Contemplei teu rosto e o registrei
Como tatuagem em minha memória
As mãos aproximaram-se da tua pele, senti o calor
E o halito doce da tua boca
Que sussurrava o que eu queria ouvir
Planei a sua frente, o coração saltitante
Sorri, aproximei meus lábios dos teus
E delicadamente recuei
Abri os braços e me lancei de volta ao vento
Você ficou ali, onde sempre esteve
Distante do meu mundo, impassível
E a mesma distância que uma dia
Fora alimento de fantasia
Tornara-se agora certeza
Ainda permiti meus olhos te olharem
E depois segui, impulsionada
Por um novo amanhã
E no silencioso entardecer sorri
E lentamente me deixei conduzir.
Leve e sorridente lançou-me olhar desejoso
Me tirou do chão e voamos descompromissados
Nas suas asas dei vazão a imaginação
E lá de cima vi o mais belo dos mundos
Cabelos livres e alma leve
Solta como passarinho
Fui descobrindo aos poucos meu caminho
Mas precisava fazer uma última parada
E o vento, ciente de meu desejo
Como mágica para você me conduziu
Enxerguei teus belos olhos
E o sorriso que me acelera
Sorri de volta e quase cedi
Braços abertos e quentes me esperavam
Contemplei teu rosto e o registrei
Como tatuagem em minha memória
As mãos aproximaram-se da tua pele, senti o calor
E o halito doce da tua boca
Que sussurrava o que eu queria ouvir
Planei a sua frente, o coração saltitante
Sorri, aproximei meus lábios dos teus
E delicadamente recuei
Abri os braços e me lancei de volta ao vento
Você ficou ali, onde sempre esteve
Distante do meu mundo, impassível
E a mesma distância que uma dia
Fora alimento de fantasia
Tornara-se agora certeza
Ainda permiti meus olhos te olharem
E depois segui, impulsionada
Por um novo amanhã
E no silencioso entardecer sorri
E lentamente me deixei conduzir.
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