E fui deletando tudo
Sem pensar ou interrogar
Apaguei sem dó nem misericórdia
Foi tudo para o lixo
Abri pastas lancei um olhar de desdém
E apaguei no ritmo alucinado
De um Jimi Hendrix sendo engolido
Por seus demônios em Peace in Mississipi
Paz é tudo o que não encontro
Mas a sensação de jogar fora
O que me consome em pesadelos
Traz um certo alívio e as emoções
Ora tranquilas e serenas
Ora enlouquecidas e sangrentas
Apazígua minha alma
Que perdeu o curso e gira
Em seu eixo como se desamparada
Não lamento nada
Não me arrependo de nada
Na tela um cursor que pisca
Silenciosa e pacientemente
Cruzo as mãos e sigo o ritmo
Respiro como se há muito
O ar me faltasse
Existe um silêncio ao meu redor
Nem o tempo se arrisca a me confrontar
Mergulho no meu infinito
Tento deletar as lembranças
Imagens do que transformou-se em passado
E me descubro impotente
Posso jogar fora o que me é palpável, visível
Mas jamais o que se tatuou em memória
Porque faz parte de minha história
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Pode ser...
Pode ser que num dia desses qualquer
Eu me encontre totalmente livre de você
Pode ser que num dia desses qualquer
Sua lembrança não passe de um retrato
Envelhecido e amarelado pelo tempo
Pode ser que eu chore
Quando a noite me abraçar
Pode ser que eu dê boas gargalhadas
Quando o sol vier me acordar
Pode ser que tudo vire uma grande confusão
Pode ser que a dor seja minha libertação
Pode ser que eu vire a esquina
E me depare com o grande amor da minha vida
Pode ser que eu cruze a rua e seja levada
Para outros mundos, outras galáxias
Pode ser que eu chore ou sorria
Pode ser que eu ame ou odeie
Podem ser tantas coisas ou coisa nenhuma
E a decisão será sempre minha
Pode ser...
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A poesia cochicha em meus ouvidos
Ela vem toda faceira
Sopra suavemente doces palavras
Acaricia com cuidado meu pescoço
Mordica o lóbulo de minha orelha
Causando deliciosos arrepios
Se insinua com toda sua sensualidade
Deixa um doce cheiro de mistério no ar
Ela se aconchega ao meu peito
E me aquece com todo seu calor
A poesia é uma cafajeste
Pois ama a mim e a todo mundo
Não a culpo por isso
Pois sei que quando está comigo
Está ali por inteiro
E me acabo nessa luxúria poética
Saboreio o que ela me dá
Pois também passeio por outros cantos
Dou alguns beijos nos contos
E sempre que posso durmo com o romance
Mas é com a poesia que me entrego inteira
Ela me conhece intimamente
Sabe todos meus defeitos
Se enamora de minhas qualidades
Ah, minha doce poesia
Quando você chega sem avisar
É quando mais desejo te namorar
Ela vem toda faceira
Sopra suavemente doces palavras
Acaricia com cuidado meu pescoço
Mordica o lóbulo de minha orelha
Causando deliciosos arrepios
Se insinua com toda sua sensualidade
Deixa um doce cheiro de mistério no ar
Ela se aconchega ao meu peito
E me aquece com todo seu calor
A poesia é uma cafajeste
Pois ama a mim e a todo mundo
Não a culpo por isso
Pois sei que quando está comigo
Está ali por inteiro
E me acabo nessa luxúria poética
Saboreio o que ela me dá
Pois também passeio por outros cantos
Dou alguns beijos nos contos
E sempre que posso durmo com o romance
Mas é com a poesia que me entrego inteira
Ela me conhece intimamente
Sabe todos meus defeitos
Se enamora de minhas qualidades
Ah, minha doce poesia
Quando você chega sem avisar
É quando mais desejo te namorar
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Quando sou falante o verbo domina o espaço
Irradiando vibrações
Espelhando e refletindo momentos, às vezes,
Dissociados do que realmente
Me acontece internamente
É quando me calo que o silêncio fala mais alto
Escondida do mundo vago lentamente
Entre o escuro e o claro
Travo guerras internas com meus demônios
Afasto-me de todos e me desfaço em pedaços
Na tentativa frustrante de me conhecer
Saio de mim para tentar me encontrar
Mas não posso afastar-me tanto
É preciso voltar e encarar rostos
Falar quando meu desejo é calar
E assim na luminosidade ofuscante do dia
Maqueio o rosto de forma a esconder a alma
Cumpro com meu papel existencial
Aguardando o próximo momento
Quando posso de novo me afastar
E em algum lugar, longe de rostos e vozes
Continuar essa busca de mim mesma
Hoje os olhos não têm brilho
A voz não tem melodia
E meu caminhar é arrastado
Mas um dia minha busca se encerrará
E aí então poderei me livrar
Desse invólucro que recobre meu espírito
E partirei para nunca mais voltar.
Irradiando vibrações
Espelhando e refletindo momentos, às vezes,
Dissociados do que realmente
Me acontece internamente
É quando me calo que o silêncio fala mais alto
Escondida do mundo vago lentamente
Entre o escuro e o claro
Travo guerras internas com meus demônios
Afasto-me de todos e me desfaço em pedaços
Na tentativa frustrante de me conhecer
Saio de mim para tentar me encontrar
Mas não posso afastar-me tanto
É preciso voltar e encarar rostos
Falar quando meu desejo é calar
E assim na luminosidade ofuscante do dia
Maqueio o rosto de forma a esconder a alma
Cumpro com meu papel existencial
Aguardando o próximo momento
Quando posso de novo me afastar
E em algum lugar, longe de rostos e vozes
Continuar essa busca de mim mesma
Hoje os olhos não têm brilho
A voz não tem melodia
E meu caminhar é arrastado
Mas um dia minha busca se encerrará
E aí então poderei me livrar
Desse invólucro que recobre meu espírito
E partirei para nunca mais voltar.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O poder de um símbolo
Pequeno, singelo
E tão cheio de significado
Aparentemente inofensivo
Mas capaz de causar
Tanta dor que o corpo
Perde suas forças
E se alquebra
Em pedaços de difícil restauração
O poder de um símbolo
Não exige palavras
Gestos ou atitudes
Apenas a sua presença
Em instantes o que parecia sonho
Transforma-se em pesadelo
É o massacre da alma
Não houve discussão
Prévia anunciação
Foi apenas a sua presença
Pequeno, quieto
Silencioso em palavras
Mas poderoso e articulado
Enquanto símbolo
O poder de um símbolo
Símbolo...símbolo...símbolo
Pequeno, singelo
E tão cheio de significado
Aparentemente inofensivo
Mas capaz de causar
Tanta dor que o corpo
Perde suas forças
E se alquebra
Em pedaços de difícil restauração
O poder de um símbolo
Não exige palavras
Gestos ou atitudes
Apenas a sua presença
Em instantes o que parecia sonho
Transforma-se em pesadelo
É o massacre da alma
Não houve discussão
Prévia anunciação
Foi apenas a sua presença
Pequeno, quieto
Silencioso em palavras
Mas poderoso e articulado
Enquanto símbolo
O poder de um símbolo
Símbolo...símbolo...símbolo
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Vander Lee
Ok, você pediu
você plantou
você se abriu
você sonhou
e acordou
entre suspiros
a olhar para a distancia
uma vida a esperar...
por quem você mal viu
e até chorou
quando partiu
que procurou
mas estava a mil
agora esquece essa intenção
que a vida acende
o candelabro da razão
juntando outros lados
da mesma questão,
as cartas na mesa
e as cinzas no chão,
dispenso as certezas
mas presto atenção
recolho meus cacos
e deixo nos braços da canção
e vou dar uma volta
olho a minha volta
nada tem volta
volta
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