segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Libertação...

Perdi as contas das noites insones
Debruçada sobre lembranças
E abraçada a uma saudade
Que me consome em agonia o desejo sufocado.
Caí no fundo  de meu desespero abafado
Mergulhei na escuridão
Entreguei-me a mais devastadora solidão.
Rasguei e sangrei cada pedaço de pele
Chorei como quem canta uma cantilena sem fim
Numa monótona melodia para afastá-lo de mim.
Mas, me ergo...
Não sei como...
Não sei com que força
E me desfaço de ti
Despindo meu corpo das marcas de teu toque
Esvaziando meus pulmões de teu cheiro embriagante
Libertando-me das expectativas idealizadas.
Tornei-me infanta sem nunca ter sido da realeza
Muito menos uma santa.
Quebrando de vez essa imagem fragilizada.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Frase do dia...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."  Clarice Lispector

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pequenos momentos...

Estou sentada na varanda de minha casa assistindo ao pôr do sol. Ele desce lento, parece não querer me deixar sozinha. Todos os sons se misturam, pássaros vão chegando para se prepararem para mais uma noite. Minhas corujinhas estão ali, olhando pra mim com aqueles olhos enormes e desconfiados. Três micos resolveram atravessar para outra casa e parecem disputar qual é o mais rápido. O sol continua sua decida ao infinito. O azul que dominou todo o dia, agora dá lugar aos matizes laranja, rosa e vermelho. Uma nuvem atrevida tentou encobrir meu sol, mas o vento meu amigo a tirou de lá.
Agora é a senhora galinha que convida seus pintinhos a se recolher. Pardais, canários, maritacas, o senhor tucano de bico vermelho que resolveu aparecer, todos emitem o canto da noite na despedida de mais um dia. Um cachorro latiu ao longe e os amigos resolveram responder ao chamado.
Meu sol está nos últimos raios, mas seu calor vem me dar o beijo de boa noite e eu o vejo adormecer. A lua cheia já nasce em todo o seu esplendor e com ela as estrelas que ainda consigo contar uma a uma.
Me encolho, já não sei mais o que são mãos e pés, estão todos juntos e abraçados. Serro os olhos, somente o som de minha respiração quero ouvir. A noite me cobre e a brisa fresca me embala. Me aconhego, me entrego, desapareço.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

il divo live in barcelona parte 2



Quando a música e vozes belíssimas se encontram, tudo parece se transformar. Assim é quando temos o prazer de ouvir Il Divo... Maravilhosos...

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...