Alguns dias, horas e então esse ano chega ao fim.
Um ano que mais me maltratou que amou,
Que rasgou minha pele e deixou feridas,
Que lavou minha face com gotas salgadas
E cobriu minha alma com sombras.
Frágil corpo que foi ao chão tantas vezes,
Mas que se levantou e com dores não se alquebrou.
Vejo agora, como filme em minha memória,
Os sorrisos nos lábios quando
A vontade era de chorar.
A dor no peito da saudade que machuca,
O sim quando o desejo era gritar o não.
Não peço nada para o ano que chega
O cansaço não me permite desejar.
Levarei na bagagem apenas uma certeza,
Que podem me derrubar
Podem me fazer chorar
Podem ignorar minha maneira de ser
Podem ignorar o meu querer
Eu serei sempre eu
Com minha anormalidade escancarada
E minha vontade de encontrar
O sol em cada nascer de um novo dia.
E mesmo debaixo da chuva fria
Estarei aquecida pelo sangue que
Corre nas veias e contra tudo
Acreditar que a solidão é opção
E com ela sinto-me muito bem acompanhada,
Pois estou dentro do meu mundo
Tantas vezes criticado e questionado,
Mas que não vive de aparências
Muito menos de sorriso e falas falsas.
Seguirei sozinha, mas seguirei
O que vou encontrar só depende
Das escolhas que farei e das
Pessoas que desejarei a meu lado.
Sinto-me como cega ontem
E livre do negro véu hoje.
Não faltarão críticas e pelejas
Não faltarão comentários e sermões
Não faltarão verdades e conhecimento...
Ontem cega, hoje surda
Meu silêncio será música
Que alimentará minha alma
Assumo de vez todos os adjetivos
A mim apregoados...
Não sou boa moça e jamais o serei
Quero a liberdade de falar o que penso
De fazer o que tiver vontade,
De ser um SER HUMANO
E não uma coisa estereotipada
Manipulada por ilusões e fantasias.
Já conheço o meu fim
E isso é a única verdade que
Tem real significado para mim.
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Vício
Todo vício pede um tempo para desintoxicação,
Assim eu também preciso de um tempo
Para poder me livrar de você.
Não é fácil devo dizer.
Quando a saudade vem o corpo sofre,
Sinto dores em lugares que nunca imaginei.
Choro!
O choro lava a alma e ameniza a angústia,
Depois do sofrimento vem a melancolia.
Encolho-me abraçada às pernas
Em um canto qualquer da minha alma.
Ali, sozinha, espero a dor passar
Mais um dia se vai.
Ainda é muito forte o que sinto,
A abstinência de você não é fácil
Mas amanhã será outro dia
E um pouco mais de sofrimento.
E chegará um dia que meu corpo estará limpo,
E eu poderei caminhar livremente
Sem dor ou sofrimento.
Haverá muito mais luz em meu caminhar
E talvez algum dia reencontre o prazer de amar.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Adrieline...
Apenas 19 cm e a grandeza
De ser tão amada e desejada.
O pequeno coração explode em batimentos que,
Na nossa doce ilusão, imaginamos seja de emoção
Por também sentir o nosso amor.
Tão pequenina e tão forte.
Um anjo que virá em maio,
E chegará numa manhã de sol radiante.
Às lágrimas, que já rolam por nosso rosto,
São pequenas gotas de cristais
Que gostaríamos de transformar em pedras preciosas
Para lhe entregar assim que você chegar.
Seu nome você mesma vai inspirar
E ele será tão forte e determinado
Que ninguém terá coragem de contestar
Venha nos iluminar pequena estrela
E nos torne com seu doce e meigo olhar
Pessoas melhores e muito mais felizes
Simplesmente por ao seu lado ficar.
Poema dedicado a minha afilhadinha linda que ainda vai nascer...
Ser
Alguém disse que é preciso Ser
Então eu Fui
Perdi-me no meio do caminho
Muitas pedras me encontraram
Alguns rastros foram apagados
Pela chuva, pelo vento...
Muitas estradas e um único destino
Único?
Nas encruzilhadas parei
Esquerda, direita, frente, voltar...
Voltar significaria desistir
Então parti pelo caminho que escolhi
Nem tudo foram lágrimas,
Mas também nem tudo foram risos.
Os caminhos que segui, por conta e risco,
Ensinaram-me a jamais me arrepender
Ao contrário, recolhi o que
Em caco se transformou
Colei o que foi importante
Joguei fora o resto
Nesse eterno renascer... Crescer... E viver
Aprendo constantemente a real
Necessidade de SER.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Crônica...
O final de semana foi de demonstração de afeto dos meus adorados afilhados, pelo meu aniversário que se aproxima. Minha sobrinha e afilhada Elysa me levou ao cinema. “Amanhecer” foi o filme escolhido, claro que já assistimos a todos os filmes da saga e é sempre um prazer estar na sua companhia. Essa moça linda, inteligente e extremamente dedicada é a doçura e a beleza em pessoa, tenho muito orgulho dela, adorei meu presente.
“Madrinha, esse gol é pra você... Presente de aniversário antecipado, te amooo”. Essa foi à frase gritada do meu afilhado Rafael, lá de Maringá, ao marcar um dos três gols que fez no final do campeonato da escola. Esse pequeno grande rapaz, com seus sete anos, atacante e artilheiro mostra que carinho e amor vem em grandes porções e não importa a distância. E a madrinha aqui se derrete inteira. Já avisei que no próximo campeonato estarei lá, torcendo e gritando, como bem convém a uma madrinha maluquinha.
Em Brasília, tem também o outro afilhado Marcos, um belo rapaz da Força Aérea, carinhoso, educado, gentil e que tem um péssimo defeito, é incapaz de dizer “não”, principalmente se for para uma mulher, se ela chorar então a coisa complica. Esse meu eterno menino, me presenteia sempre com essa frase “Tia, você é minha inspiração...” e eu, toda metida, respondo: Você é meu orgulho. De presente ele me deu um caminhão de beijos e a promessa de me ensinar capoeira em 2012. É só um número na carteira de identidade, a criança aqui tem certa dificuldade em envelhecer, até porque tenho coisas demais para aprender e só vivi um pouquinho até agora.
E não posso esquecer-me do pequeno Diego, com aquele olhar sapeca e safado, que me enche de beijo todas as vezes que estamos juntos. Adoramos jogar vídeo game, a disputa é séria e não dou mole pra ele não, mas ele é esperto, joga aquele charme do alto dos seus quatro anos e é claro, a didinha Jackie não resiste aperto e mordo aquela coisinha gostosa. Esse vai dar muito trabalho quando crescer, já morro de ciúmes. E tem também o meu mais novo afilhado, ou afilhada, que ainda está bem protegido dentro da barriga da mamãe Jânia, mas já é tão amado e tão desejado que consigo sentir sua energia fluindo pra mim, principalmente nesse momento em que me sinto frágil.
Cada um, com suas características e personalidades são meus maiores presentes. Receber um sorriso, ganhar um beijo e um abraço apertado renova minha energia e minha certeza que ainda vale a pena acordar amanhã e continuar seguindo meu caminho e dando a eles meu amor e meu respeito.
Dezembro não é um mês que aprecio muito. Coisas não muito boas aconteceram ao longo desses meus quase 45 anos e sempre no mês de dezembro coincidência ou não. Esse mês me deixa triste, angustiada, tem um nó na garganta que não se desfaz e nunca consegui entender porque isso acontece. Dentro de alguns dias renovo a idade e esse nó fica um pouco mais leve. Não, não é porque fico mais velha que me sinto angustiada... O que alivia um pouco e me deixa feliz são essas pequenas demonstrações de carinho e amor dessas pessoas que amo tanto e que só por existirem fazem da minha vida um arco íris.
Momento “deprê” de lado, dezembro não é só tristeza, esse ano ele vem com algumas expectativas também: o lançamento de um livro com alguns poemas meus, o resultado, que espero positivo para a turma do mestrado UFU/2012, mudança de casa, o fim de um período meio confuso e complicado e o desejo de encontrar em 2012, alguém para compartilhar minhas alegrias e conquistas, mas esse desejo terá que passar por algumas apreciações, acho que esse momento será o mais complicado, já que tem muita gente para fazer a avaliação e aceitação do futuro pretendente, mas entendo que o que todos querem é a minha felicidade e nada menos que isso. Coração aberto e portas e janelas da alma também.
Aos meus amados afilhados que me deram presentes tão lindos o meu muito obrigada, um beijo enorme no coração de cada um e quero vocês comigo, pelo menos em espírito, no dia do meu aniversário.
Assim encerro mais um final de semana, cheia de graça e paz. Feliz por ter na minha vida, seres humanos tão lindos que tenho o orgulho, e o egoísmo, de chamar de meus: amores, amigos, afilhados... Meu coração fica mais leve só por saber que vocês existem.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
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