quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

                              Poema: Jacqueline Batista                           Foto: Mauro Marques

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

                   



Eu sou negra, branca, mulata, amarela, parda...
Tenho todas as cores nesse corpo que me é dado
Como invólucro que abriga a minha alma
Que tem apenas uma cor
A cor do respeito a quem quer que seja...


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

                                                                                                                 (Meu pé nas águas de Pirinópolis/GO)

Essa água que atravessa obstáculos
Que leva a poeira dos desenganos 
Que lava os dissabores
Que acalenta as várias dores
Que segue o curso do seu destino
Essa água que corre fluída
Na sua beleza cristalina
Que revela apenas o que é necessário
Essa água que misturou-se às lágrimas
E transformou-se em sorrisos...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013




É chegada a hora
Hora de fazer balanços, deletar lixos, apagar histórias mal resolvidas...
Hora de preparar a terra para semear novas histórias
Limpar a poeira do tempo e organizar prioridades
Hora de deixar no armário do fundo o que ainda pode vir a ser usado
Lançar fora o que nunca serviu direito
Abrir a janela dos olhos e limpar a vidraça embaçada
Dos medos e inseguranças que nunca foram necessários
A hora se faz nesse resto de tempo que ainda resta.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013




O coração segue os pés
E vai lenta e delicadamente
Seguindo rastros
Não se apega a obstáculos
Sofre um baque aqui outro ali
Mas é linha que não se desfaz
E juntos, ora a frente, ora atrás
Coração e pés seguem o mesmo caminho
Saboreiam o doce e o amargo
Desse nosso incansável destino.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013


     
                                   
  Foto: Mauro Marques

O corpo descansa na maciez da sombra
Ora e outra brinca com a luz que
Toca-lhe em pequenos segredos
O olhar apagado e a face sem forma
Revelando o que não se permite
Escondendo o que é um total
Despindo-se da máscara do dia
Na certeza perdida por frestas de luz
Que desenha o imaginário em face do real
Sombra e luz tecem a roupa
Que recobre o corpo e liberta a alma
O corpo despido de vazios
E preenchido de histórias
Tantas vezes transformado em memórias

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

E ela cuidou da dor
como criança ainda no colo
Acariciou, limpou, alimentou
Enquanto adormecida
A dor era quase inexistente
Mas ela soube suportar
Na exasperação de momentos
À quietude morna
E assim quando ela percebeu
A dor havia crescido e partido
E em repouso ela adormeceu
Agora ela estava livre
E poderia, enfim, apropriar-se
Do que realmente era seu

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...