quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Depois de dizer alguns "nãos", inconscientemente, o rapaz vira pra mim e diz:
- Nossa, você está igual a música do Fernando e Sorocaba "Mármore"
- Respondi: Hummm... (Sem saber o que ele falava)
O jeito foi dar uma voltinha no youtube e não é que é verdade, estou tão "Mármore"...

"De todas as meninas
Você era a mais bonita
E todos os rapazes
Já sonharam com você

E até umas garotas
Já olharam pra sua boca
E quiseram se perder

Com todas flores que você já ganhou
Encheríamos o Morumbi
E chegaria até a lua a lista com os que você disse não
E o que dizem por aí

É que seu coração é de mármore
É que seu coração é de mármore
É que seu coração é de mármore
É que seu coração é de mármore"

quarta-feira, 8 de outubro de 2014




E a madruga veio me fazer companhia
Estava eu ali pensando em tempos idos
De um lado o "Nome do Vento"
De outro "Por que repetimos os mesmos erros"
Ficção e realidade trocando farpas
Na intenção de me convencer
Com qual deles me deitar 
Mas há sempre uma terceira opção
Já que o sono não vem e a noite
Foi presenteada com a beleza do luar
Vou para a janela, brisa fresca no rosto
O silêncio quase ensurdecedor
Solto as amarras do meu cais seguro
E me coloco a velejar
Lá onde a terra é por mim imaginada
Vou relembrando Bandeira
E desejando estar na minha Pasárgada

sábado, 4 de outubro de 2014

A arte de se encantar


                                                          

Manhã de primavera com cara de outono
O sol disputando a beleza com o céu azul
O vento trazendo com ele pequenos vislumbres
De história a ser contada, cantada, manifestada
Sentar à mesa junto ao bule de café
Café preto, colhido, torrado e moído
Rodeada de amigos novos e antigos
Abrir os olhos e os ouvidos
E permitir que memórias venham nos encantar
Nesta escuta destituída de interferências
Que nos leva a viajar nessas lembranças
Recheadas de personagens que viraram história
Que se materializaram no barro modelado
Nas mãos que dançam no ar como se o movimento
Fizessem essas lembranças bailar
O perfume do mato, o galo que chegou tarde
Mas ainda acha que vale a pena cantar
Essa simplicidade tão cheia de verdade
Esse encontro de riquezas que não tem
Moedas que possam esse instante pagar
A indescritível arte de se encantar





quarta-feira, 24 de setembro de 2014


                                           

Hoje eu estou triste, acordei assim
Um não sei quê que chegou de madrugada
Não se deu ao trabalho de bater à porta
Entrou, se acomodou e esperou
Mas esse estar triste dura um dia e meio
Já sei que daqui a pouco ele toma o caminho de volta
Não tenho a alma triste, só acordei assim
Sentindo-me pequenininha e com saudade
Daquilo que não tive e que não aconteceu
Essa falta que não se nomeia
Esse estar desalentado que busca afago
Hoje é só um rasgo no tempo que 
Foi um pouco mais profundo que os outros
Com uma agulha e linha posso cerzir esse momento
A marca ficará ali me mostrando que posso ficar triste
Mas que também posso bordar o caminho com 
As cores que eu escolher e me alegrar
Um toque de cinza às vezes pode sombrear
Mas também unir e equilibrar
Hoje eu acordei triste, mas quem sabe no fim do dia 
A tristeza ceda lugar ao sorriso e a alegria...



quinta-feira, 28 de agosto de 2014



Não sou perfeita e tenho plena consciência que nessa encarnação eu não vou conseguir atingir o segundo traço, mas acordo todos os dias disposta a fazer algo de bom para mim e assim tornar a minha volta um pouco mais leve e saudável.
Não é o outro que precisa ser como eu quero, sou eu quem precisa trabalhar para aliviar o que me causa desconforto. Agradamos e desagradamos e essa luta diária para manter o equilíbrio emocional é desgastante, mas cabe a nós a escolha do sol ou da chuva, do verão ou do inverno. Cada dia é um presente, que eu agradeço com toda minha alma, à essa energia espiritual que me conduz.
Hoje tentarei ser um pouquinho melhor do que fui ontem, mas tenho consciência que apenas eu verei isso. 
Que o dia seja iluminado e que a alma seja leve, pois carregamos peso demais nesses caminhos tão cheios de pedras e espinhos.

terça-feira, 15 de julho de 2014


Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O meu caminho com o seu
Eu nem queria mais sofrer
A agonia da paixão
Nem tinha mais o que esquecer
Vivia em paz, na solidão
Mas foi te encontrar
E o futuro chegou como um pressentimento
Meus olhos brilharam, brilharam
No escuro da emoção
Não sei se o acaso quis brincar
Ou foi a vida que escolheu
Por ironia fez cruzar
O seu caminho com o meu

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Às vezes a tristeza chega sem aviso e te arrebata
Não te pergunta se pode entrar
Escancara a porta e adentra
Como um furacão
Sai derrubando tudo
O que encontra pelo chão
Mas a tristeza dessa vez
Não veio sem razão
Ela sabe que cada minuto
É importante demais
E também sabe
Que há momentos
Que nada nem ninguém
É capaz de aliviar essa dor
Que precisa ser manipulada, guardada
Alguns momentos descontraídos
Evaporam como fumaça no ar
E ela precisa se chegar
E tomar no colo, acalentar
A tristeza sabe que haverão
Outros sorrisos, outros abraços
Que precisará de forças para
Que os olhos não traiam e
O silêncio se fará necessário
Hoje a tristeza precisará de máscaras




E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...