sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quando você se for
Ainda ficarão alguns restos:
Restos de saudade
Restos de lembrança
Restos de desejos
Restos de esperança
Restos de palavras não ditas
Restos de sonhos não realizados
Restos do que não se queria acabado.
Quando você se for
Ainda sobrarão momentos:
Momentos de entrega
Momentos de alegria
Momentos de paixão
Momentos de vazio
Momentos de solidão
Momentos de lágrimas
Lavando pacientemente
Meus momentos
De vazio e silêncio
Quando você se for
Irá apenas teu corpo físico
Sua alma eterna
Será companheira inseparável
De minha alma na infinitude do tempo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Um pouco de amor e poesia nessa tarde...

Abelardo e Heloisa


"Fujo para longe de ti,
evitando-te como a um inimigo,
mas incessantemente
te procuro em meu pensamento.
Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo,
eu te odeio, eu te amo."
(Carta de Abelardo a Heloísa.)

"É certo que quanto maior é a
causa da dor, maior se faz
a necessidade de para ela
encontrar consolo, e este
ninguém pode me dar, além de ti.
Tu és a causa de minha pena,
e só tu podes me proporcionar conforto.
Só tu tens o poder de me entristecer,
de me fazer feliz ou trazer consolo."
(Carta de Heloísa a Abelardo)

Conhecidos como os amantes imortais, ambos viveram em Paris no século XII. O romance entre Heloísa e o filósofo Pedro Abelardo iniciou-se em Paris, no período entre o final da Idade Média e o início da Renascença.
Abelardo havia sido transferido recentemente e nomeado professor pela Escola Catedral de Notre Dame, tornando-se, em pouco tempo, muito conhecido por admirar os filósofos não-cristãos, numa época de forte poder da Igreja Católica.
Heloísa, que já ouvira falar sobre Abelardo e se interessava por suas teorias polêmicas, tentou aproximar-se dele através de seus professores, mas suas tentativas foram em vão. Até que o encontro acontece e os dois se apaixonam.
Em uma das inúmeras cartas trocadas entre os dois amantes encontra-se esse trecho que Heloisa escreve a Abelardo:
"Os prazeres amorosos que juntos experimentamos têm para mim tanta doçura que não consigo detestá-los, nem mesmo expulsá-los de minha memória. Para onde quer que eu me volte, eles se apresentam em meus olhos e despertam meus desejos. Sua ilusão não poupa meu sono. Até durante as solenidades da missa, em que a prece deveria ser mais pura ainda, imagens obscenas assaltam minha pobre alma e a ocupam bem mais do que o ofício. Longe de gemer as faltas que cometi, penso suspirando naquelas que não pude cometer". 
(Livro: "Correspondência de Abelardo e Heloisa" Editora Martins Fontes.)

Após os infortúnios que os acometeram, passaram a viver próximos um do outro, mas nunca mais se falaram,a não ser pelas cartas.
Para os mais eufóricos com o cinema, há uma adaptação de 1988 deste caso de amor para as telas, o filme Stealing Heaven (traduzido no Brasil como Em nome de Deus), que, além das cores reluzentes, não guarda a mágica das palavras, ainda que conte quase a mesma história... É um bom filme, a fotografia e a trilha são lindas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

      Como é bom observar as pessoas em época de novas tecnologias e redes sociais. Hoje, durante o almoço, fiquei observando as pessoas que chegavam para almoçar, acompanhadas, sozinhas, com colegas de trabalho, em família, com o namorado, enfim, pessoas que deveriam saborear esse momento, mesmo que em pouco tempo, com conversas agradáveis aliadas a uma boa refeição. A falta de tempo já não nos permite mais ir pra casa e fazer uma refeição tranquíla e, as vezes, a distância também nos atrapalha um pouco.
      O que observei foi a extensão do escritório, pessoas tão obcecadas com o trabalho que junto com o prato de comida estava o netbook, dois ou três celulares do lado ocupando o espaço dos talheres. Se a comida tem algum sabor, provavelmente nem saberiam dizer.
     Em uma mesa havia um casal, ele falava ao celular e tentava conciliar essa conversa com uma garfada de comida, ela apenas comia, sem expressão nenhuma no rosto. O almoço durou o tempo do bate papo ao celular. Levantaram e partiram. Em outra mesa, a sobremesa deu lugar a um agoniado bate papo via sms, quatro pessoas à mesa e nenhuma delas conversando entre si, todas atentas aos seus respectivos celulares. A música ambiente era atrapalhada ora pelo som do celular que tocava ou por alguém que, descuidadamente ia aumentando o tom de voz enquanto conversava com alguém, via celular.
      Esses aparelhos mínusculos e cada vez mais sofisticados tomaram o lugar dos bate papos, hoje você nem olha mais para o lado de tão obcecado que está por aquela mensagem que não chega ou por aquela ligação que está demorando demais. O olho no olho ficou demodê, saiu de cena para a chegada ou checada dos emails "importantes" que não podem esperar o fim do almoço. Trocar ideias, contar uma piada ou simplesmente prestar atenção no que o outro está falando está fora de moda.
      Em tempos modernos você não escuta apenas ouve, quando o celular permite é claro. Encerrei meu almoço na companhia de alguns amigos que, de tão preocupados que estavam com os seus celulares, me permitiram fazer essas observações, lamentáveis, e ao mesmo tempo um alerta para que eu não me torne uma escrava desses aparelhinhos maravilhosos e tão importantes e desejados. Eu também aguardo com ansiedade minhas mensagens, a ligação que há tanto desejo, mas somente depois de minhas refeições. Meu aparelho fica bem quietinho dentro da bolsa e som baixo para não atrapalhar meu momento.
     Adoro esse mundo moderno que me permite tantas facilidades, mas também adoro a conversa olho no olho, o sorriso, a fofoca (sem maldade), a piada, a descontração do momento junto a um belo pedaço de pudim. Espero, que nesse planeta gigantesco, existam muito mais pessoas que pensem assim como eu. Um ótimo almoço a todos, sem celular, por favor!

sábado, 23 de abril de 2011

   Foram tantos desastres nas últimas 48 horas que me pego pensando que momento é esse em que nos encontramos. Assassinatos, acidentes nas estradas, a fúria da natureza... São tantas situações negativas que fica até difícil pensar em algo bom.
   Mas pensar, desejar e lutar por coisas boas é o que nos mantem vivos. "Não são as situações que causam infelicidade. São os pensamentos a respeito das situações que deixam você infeliz. As interpretações que você faz, as histórias que conta pra si mesmo é que deixam você infeliz." (Eckhart Tolle). 
   Não é muito fácil manter apenas pensamentos bons nessa cabeça que borbulha o tempo todo, mas é preciso, pelo menos, tentar.
   E, apesar de tantas notícias ruins, nem tudo está perdido. Receber o beijo e o abraço carinhoso da pequena Amanda e ver tanta luz naqueles olhinhos enormes e lindos, faz qualquer coração derreter-se e esquecer as coisas ruins, ou, passar horas deliciosas com pessoas que amo e que só alimentam meu coração e minha alma de coisas boas, como fazer guerra de cobertor e travesseiro, ou então, uma luta dramática entre o homem meia e o homem tênis, ou cair de boca na panela de arroz doce, ainda quente de preferência, travar uma luta de colheres pela última rapa, não dar a menor atenção para os ponteiros do relógio, ouvir e cantar as músicas que mais te tocaram na época da faculdade junto as suas duas irmãs de alma e passar horas conversasndo e ouvindo as piadas do vovô Mano... Cada momento vivido no presente sem as preocupações de ontem ou de amanhã. Sentir, mesmo sem ver, a energia boa e envolvente desses momentos que te reconforta, te deixa mais forte.
  Não dá pra esquecer as coisas ruins que acontecem, principalmente com os mais pobres e esquecidos. Mas, agradeço a Deus por cada minuto da minha vida, por receber Dele tanto amor e assim, poder desejar a todos vocês uma Páscoa recheada de amor, paz e felicidade.
   Que nossos caminhos sejam abençoados pela graça de haver sempre pessoas que nos ajudam a crescer e nos tornar seres humanos melhores.
    FELIZ PÁSCOA! Que seja uma festa de amor e não só de chocolate.
Minhas paixões são como chuvas de verão
Depressa vem, depressa vão...
Duram o tempo necessário
Depois se vão com o vento
E nas horas lentas do tempo
Deixam saudades e lembranças.
Mas, outras virão
Tal como a chuva
Vem fina e lenta
E com paciência e espera
Transformam-se em gotas
Que lavam o caminho
Para novas e desejadas
Paixões...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijo...
Beijo de língua, no rosto
Selinho...
Beijo amoadinho
Beijo de carinho
Beijo pra todo gosto
Beijo de amor
Beijo de amigo
Beijo de irmão
Beijo de paixão
Beijo que acelera o coração
Beijo... Beijo.. Beijo
Beijo que me amolece
Beijo que me levanta
Beijo de toda forma
Beijo de criança
Beijo de quem ama
Beijo... Beijo... Beijo
Beijo...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Da janela do meu quarto

Da janela do meu quarto vejo o verde que se estende
Palmeiras, mangueiras, goiabeiras...
Um bocado de flores aqui outro ali
Alguns ilustres visitantes
Como o beija-flor com tantas cores
Que chego a invejá-lo
O pica pau, as maritacas, o tucano de bico vermelho
Minhas corujinhas e seus olhos enormes
Os sagüis pulando de galho em galho
Da janela do meu quarto também vejo o céu
É tanto azul que me lembra o mar
Uma nuvem aqui outra acolá
É céu de outono
Não é frio nem quente
Uma brisa suave e morna
Que sopra para um novo despertar
Da janela do meu quarto vejo o tempo passar
Os segundos transformam-se em minutos
Depois horas
A janela ficará aberta e eu também vou passar
Da janela do meu quarto...

E aí vem você, todo dengoso e cheiroso Roça meu pescoço, você é habilidoso Sabe sussurrar em meus ouvidos Palavras que fazem meus pêlos e...