Nessa vastidão de imensas dores e angústias
A revelação de um corpo alquebrado
Pelas lembranças de um passado
Cheio de confissões e segredos
Nas ruas de pedras da memória,
Empoeiradas pelo tempo,
Vejo-me gasta como uma peça rota
De roupa que não quer mais ser usada
Mas que se acomodou ao corpo
E dele não quer se desfazer
As algemas do medo insistem
Em manter-se atadas
Limitando meus desejos,
Bloqueando minha ânsia pelo fazer
E a minha enorme necessidade de viver.
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Acordei com muita disposição
Abri as gavetas, revirei as caixas
Dos armários fui retirando tudo
Não sobrou nada guardado ou escondido
Separei o que me agradava
Peças comprometidas pelo tempo
Não vacilei, mandei embora
Joguei tudo fora...
Amontoados de coisas velhas e sem uso
Vi crescer em determinados cantos
Em meio a tudo isso me vi
Nas cores escuras de algumas roupas
A silueta de alguém que passou um bom tempo nas sombras
As solas gastas dos sapatos
Lembraram-me que muito caminhei
E entre um obstáculo e outro não desisti
Sacos cheios de histórias
Caixas repletas de sentimentos e lembranças
No quarto cheio de memórias
Um pequeno objeto e sua luz intermitente
E nas suas pequenas interrupções
A necessidade de recomeçar sempre
Construir, se permitir, evoluir
Esse objeto de tantas formas
Chama-se vida... A minha vida.
Abri as gavetas, revirei as caixas
Dos armários fui retirando tudo
Não sobrou nada guardado ou escondido
Separei o que me agradava
Peças comprometidas pelo tempo
Não vacilei, mandei embora
Joguei tudo fora...
Amontoados de coisas velhas e sem uso
Vi crescer em determinados cantos
Em meio a tudo isso me vi
Nas cores escuras de algumas roupas
A silueta de alguém que passou um bom tempo nas sombras
As solas gastas dos sapatos
Lembraram-me que muito caminhei
E entre um obstáculo e outro não desisti
Sacos cheios de histórias
Caixas repletas de sentimentos e lembranças
No quarto cheio de memórias
Um pequeno objeto e sua luz intermitente
E nas suas pequenas interrupções
A necessidade de recomeçar sempre
Construir, se permitir, evoluir
Esse objeto de tantas formas
Chama-se vida... A minha vida.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Hoje me vesti para você
O tecido leve lembrava suas mãos
Descendo lentamente e cobrindo partes da pele
Macia... Desejosa...
O perfume borrifado no ar
Caía como pétalas a perfumar e a acariciar
Os pés receberam o toque do couro
Forte e ao mesmo tempo confortável
A massa de cabelos macia e perfumada
Emolduravam a delicadeza do rosto
Nos lábios o brilho despertando o desejo
E ao final, diante do espelho,
A boca semiaberta lançava lhe um beijo.
O tempo agora passa lentamente
Já não sinto mais o frio e nem os tremores
E desejos da espera
Naquele dia quando as luzes
Brilhavam e iluminavam a noite
Um único instante encerrou uma história
Alguns gestos, lágrimas e a certeza
De tomar outra direção
Por um tempo ainda será luto em meu coração
Mas haverá um amanhã e apenas saudade
Agora as palavras brincam em minha frente
Elas vão tecendo uma trama, ora fechada, ora aberta
E fazem um sorriso aparecer em meus lábios
Olho de lado, um resto de sol se despede
Abraço meu corpo em uma profunda entrega
Como fumaça me desfaço no ar
Cavalgo o vento
Estou livre
Vou para onde ele quiser me levar...
Como criança caprichosa escondi
Sob as pedras preciosas
Minha caixinha de ilusões que, decidida,
Resolvi dela me dispor.
Entre pedregulhos de histórias
E momentos de encantamento
Vi os restos do sorriso que um dia
Havia conquistado minha alma
E lá plantado pequenas sementes
Que vira brotar como desejos e se transformar.
Quis guardar como tesouro de infância os restos
Que um dia tão docemente me permitiu sonhar.
A chave virá em um cordão,
Mas ficará sempre presa e
Acantonada no meu coração.
Voltarei um dia a esse esconderijo?
Não sei.
Sei apenas que bastará a lembrança para iluminar
E fazer brilhar os olhos e teu belo rosto poder novamente enxergar.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Alguns dias, horas e então esse ano chega ao fim.
Um ano que mais me maltratou que amou,
Que rasgou minha pele e deixou feridas,
Que lavou minha face com gotas salgadas
E cobriu minha alma com sombras.
Frágil corpo que foi ao chão tantas vezes,
Mas que se levantou e com dores não se alquebrou.
Vejo agora, como filme em minha memória,
Os sorrisos nos lábios quando
A vontade era de chorar.
A dor no peito da saudade que machuca,
O sim quando o desejo era gritar o não.
Não peço nada para o ano que chega
O cansaço não me permite desejar.
Levarei na bagagem apenas uma certeza,
Que podem me derrubar
Podem me fazer chorar
Podem ignorar minha maneira de ser
Podem ignorar o meu querer
Eu serei sempre eu
Com minha anormalidade escancarada
E minha vontade de encontrar
O sol em cada nascer de um novo dia.
E mesmo debaixo da chuva fria
Estarei aquecida pelo sangue que
Corre nas veias e contra tudo
Acreditar que a solidão é opção
E com ela sinto-me muito bem acompanhada,
Pois estou dentro do meu mundo
Tantas vezes criticado e questionado,
Mas que não vive de aparências
Muito menos de sorriso e falas falsas.
Seguirei sozinha, mas seguirei
O que vou encontrar só depende
Das escolhas que farei e das
Pessoas que desejarei a meu lado.
Sinto-me como cega ontem
E livre do negro véu hoje.
Não faltarão críticas e pelejas
Não faltarão comentários e sermões
Não faltarão verdades e conhecimento...
Ontem cega, hoje surda
Meu silêncio será música
Que alimentará minha alma
Assumo de vez todos os adjetivos
A mim apregoados...
Não sou boa moça e jamais o serei
Quero a liberdade de falar o que penso
De fazer o que tiver vontade,
De ser um SER HUMANO
E não uma coisa estereotipada
Manipulada por ilusões e fantasias.
Já conheço o meu fim
E isso é a única verdade que
Tem real significado para mim.
Um ano que mais me maltratou que amou,
Que rasgou minha pele e deixou feridas,
Que lavou minha face com gotas salgadas
E cobriu minha alma com sombras.
Frágil corpo que foi ao chão tantas vezes,
Mas que se levantou e com dores não se alquebrou.
Vejo agora, como filme em minha memória,
Os sorrisos nos lábios quando
A vontade era de chorar.
A dor no peito da saudade que machuca,
O sim quando o desejo era gritar o não.
Não peço nada para o ano que chega
O cansaço não me permite desejar.
Levarei na bagagem apenas uma certeza,
Que podem me derrubar
Podem me fazer chorar
Podem ignorar minha maneira de ser
Podem ignorar o meu querer
Eu serei sempre eu
Com minha anormalidade escancarada
E minha vontade de encontrar
O sol em cada nascer de um novo dia.
E mesmo debaixo da chuva fria
Estarei aquecida pelo sangue que
Corre nas veias e contra tudo
Acreditar que a solidão é opção
E com ela sinto-me muito bem acompanhada,
Pois estou dentro do meu mundo
Tantas vezes criticado e questionado,
Mas que não vive de aparências
Muito menos de sorriso e falas falsas.
Seguirei sozinha, mas seguirei
O que vou encontrar só depende
Das escolhas que farei e das
Pessoas que desejarei a meu lado.
Sinto-me como cega ontem
E livre do negro véu hoje.
Não faltarão críticas e pelejas
Não faltarão comentários e sermões
Não faltarão verdades e conhecimento...
Ontem cega, hoje surda
Meu silêncio será música
Que alimentará minha alma
Assumo de vez todos os adjetivos
A mim apregoados...
Não sou boa moça e jamais o serei
Quero a liberdade de falar o que penso
De fazer o que tiver vontade,
De ser um SER HUMANO
E não uma coisa estereotipada
Manipulada por ilusões e fantasias.
Já conheço o meu fim
E isso é a única verdade que
Tem real significado para mim.
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