Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
...
Queria apenas planar e sentir
O vento e o cheiro do ar
Queria ficar ali imóvel para sempre
O som agora é mais intenso
As notas martelam sucessivamente
E sinto farpas a perfurar minha pele
Desejo a dor como desejo o ar
Levanto-me, movo-me
Estremeço e giro
A voz não sai, mas escuto meu grito
De repente o silêncio
O cansaço, a tristeza
As lágrimas, escondidas atrás do sofá,
Aproximam-se e tentam me embalar
Balanço de um lado para outro
Acompanho as batidas finais da canção
Sinto desfazer-se em pedaços
Meu pobre coração
O chão está frio, mas não ligo
E ali me deixo consumir
Já não existe mais som
Já não existe mais dor
Já não existo
Já... Não...
Não...
"A gente sabe que é amor quando deseja que o outro seja feliz, tenha sucesso e alcance a paz desejada e a leveza de espírito, mesmo não estando ao seu lado..." Jacqueline Batista
Voar, voar
Alcançar as estrelas
Mastigar os sonhos
E jogá-los como pétalas
Em um jardim de esperanças
Flutuar ao sabor do vento
Conquistando e acariciando o tempo
Corpo e alma juntos
No prazer de ser um
Respirando a liberdade
De saber se único
Livre, sem pressa de amanhã
Sem necessidade de palavras
Promessas, sentimentos vazios
Boca que beija a vida
E alimenta-se de prazer
O prazer das mãos que se tocam
De corpos que se desejam
De acordar pela manhã
Sem a obrigação do ontem
Como um cavalo selvagem
Cavalgar rumo ao infinito
Cabelos ao vento
Amar sem a necessidade de retorno
Sem cobranças ou obsessões
Sem correntes ou amarras
Cavalgando em campo aberto
De coração aberto...
Meu hoje me preenche com a certeza
De saber-me ser liberto dos grilhões
Que ontem tolhiam minha alma
E impediam meu caminhar
Meu hoje me permite ser
Quem sempre desejei
E o espelho reflete
A alma que nunca se cansa
Do meu eterno desejo de voar
Voar, voar, voar...
Alcançar as estrelas
Mastigar os sonhos
E jogá-los como pétalas
Em um jardim de esperanças
Flutuar ao sabor do vento
Conquistando e acariciando o tempo
Corpo e alma juntos
No prazer de ser um
Respirando a liberdade
De saber se único
Livre, sem pressa de amanhã
Sem necessidade de palavras
Promessas, sentimentos vazios
Boca que beija a vida
E alimenta-se de prazer
O prazer das mãos que se tocam
De corpos que se desejam
De acordar pela manhã
Sem a obrigação do ontem
Como um cavalo selvagem
Cavalgar rumo ao infinito
Cabelos ao vento
Amar sem a necessidade de retorno
Sem cobranças ou obsessões
Sem correntes ou amarras
Cavalgando em campo aberto
De coração aberto...
Meu hoje me preenche com a certeza
De saber-me ser liberto dos grilhões
Que ontem tolhiam minha alma
E impediam meu caminhar
Meu hoje me permite ser
Quem sempre desejei
E o espelho reflete
A alma que nunca se cansa
Do meu eterno desejo de voar
Voar, voar, voar...
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Menina morena
Suave, pequena
Tão doce e serena
É menina morena
Que voa, flutua
Dança no ar
Como uma pequena pena
É menina morena,
É menina pequena
No suave dançar
Caminha no ar
Beijando o vento
Sorrindo, cantando
Menina morena
Menina pequena
Sua voz é melodia
Que hipnotiza o tempo
Ah, menina morena
Ah, menina pequena
Me ama sem pena!
Suave, pequena
Tão doce e serena
É menina morena
Que voa, flutua
Dança no ar
Como uma pequena pena
É menina morena,
É menina pequena
No suave dançar
Caminha no ar
Beijando o vento
Sorrindo, cantando
Menina morena
Menina pequena
Sua voz é melodia
Que hipnotiza o tempo
Ah, menina morena
Ah, menina pequena
Me ama sem pena!
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O corpo é uma dor só
Todos os músculos enrijecidos
Chego a agradecer por essa dor
No aparelho de som uma música,
Não entendo a letra e nem quero
O volume está tão alto é quase ensurdecedor
Mas não me importo, o barulho
Impede o volume dos meus pensamentos
A dor física é como um analgésico
Desejo que ela se intensifique
Quero me encolher em um canto
Abraçada aos joelhos reduzir-me
A um grão de pó abrigado
De olhares questionadores
Mexo um pouco os braços
E tenho espasmos e arrepios
Fui lançada ao abismo
E nem me dei conta da altura
Queria apenas planar e sentir
O vento e o cheiro do ar
Queria ficar ali imóvel para sempre
O som agora é mais intenso
As notas martelam sucessivamente
E sinto farpas a perfurar minha pele
Desejo a dor como desejo o ar
Levanto-me, movo-me
Estremeço e giro
A voz não sai, mas escuto meu grito
De repente o silêncio
O cansaço, a tristeza
As lágrimas, escondidas atrás do sofá,
Aproximam-se e tentam me embalar
Balanço de um lado para outro
Acompanho as batidas finais da canção
Sinto desfazer-se em pedaços
Meu pobre coração
O chão está frio, mas não ligo
E ali me deixo consumir
Já não existe mais som
Já não existe mais dor
Já não existo
Já... Não...
Não...
Todos os músculos enrijecidos
Chego a agradecer por essa dor
No aparelho de som uma música,
Não entendo a letra e nem quero
O volume está tão alto é quase ensurdecedor
Mas não me importo, o barulho
Impede o volume dos meus pensamentos
A dor física é como um analgésico
Desejo que ela se intensifique
Quero me encolher em um canto
Abraçada aos joelhos reduzir-me
A um grão de pó abrigado
De olhares questionadores
Mexo um pouco os braços
E tenho espasmos e arrepios
Fui lançada ao abismo
E nem me dei conta da altura
Queria apenas planar e sentir
O vento e o cheiro do ar
Queria ficar ali imóvel para sempre
O som agora é mais intenso
As notas martelam sucessivamente
E sinto farpas a perfurar minha pele
Desejo a dor como desejo o ar
Levanto-me, movo-me
Estremeço e giro
A voz não sai, mas escuto meu grito
De repente o silêncio
O cansaço, a tristeza
As lágrimas, escondidas atrás do sofá,
Aproximam-se e tentam me embalar
Balanço de um lado para outro
Acompanho as batidas finais da canção
Sinto desfazer-se em pedaços
Meu pobre coração
O chão está frio, mas não ligo
E ali me deixo consumir
Já não existe mais som
Já não existe mais dor
Já não existo
Já... Não...
Não...
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Afaga-me os sentidos o desfecho de uma agonia
Que devorava meu já tão frágil coração
O rompimento de uma linha
Que mantida presa apenas por minhas ilusões
Permitiu-me um vôo leve e livre
Desse corpo viciado e acomodado
Qual brisa fresca em manhã de primavera
Sorvi o perfume da liberdade
Meus olhos tão cegos voltaram a enxergar
E viram a beleza de novos horizontes
O calor do sol aqueceu minhas vontades
E revelou minha verdadeira face
Não de rugas de sentimentos não correspondidos
Mas de sabedoria e lucidez de
Saber-me essencial e especial
Um ser humano de brilho raro
Merecedor da imensidão do universo
E de um amor que me é tão caro.
A minha deusa interna rejubila-se
Com o nascimento ou renascimento
Do que se deseja e quer
Daquela que se despe da velha casca
E se reconstrói MULHER...
A minha deusa interna rejubila-se
Com o nascimento ou renascimento
Do que se deseja e quer
Daquela que se despe da velha casca
E se reconstrói MULHER...
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