"...Poeta não julga, poeta sente..."
Escrever alimenta a alma,
Esvazia os pensamentos de
Sentimentos pequenos,
Ilumina de sol a escuridão
Das horas tristes.
Escrever torna o percorrer
Mais leve e por isso
Mais fácil de não se perder,
Mas se se perder
O reencontro pode ser mais tranquilo.
Escrever é compartilhar
Com as palavras as várias lutas,
As frustrações, alegrias e tristezas.
É abençoar o dia e saudar a noite.
A união de cada letra é um entrelaçar
De desejos e sentimentos
A mão e a pena tornam-se um
E esse um transforma o mundo
Transforma o seu mundo
E tudo fica mais leve, mais livre
Escrever o que vai à alma
É a pureza do coração
Traduzido em palavras
É puro sentimento
Por isso "...poeta não julga, poeta sente..."
Todos os poemas e crônicas apresentados nesse blog, salvo algumas excessões, são de autoria de JACQUELINE BATISTA. Os que não pertencem a essa autora recebem seus devidos créditos... LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Saberei eu, um dia, descortinar minha realidade
E encontrar perdidas, no espaço de minhas memórias,
As razãoes que me levaram a desistir desse tempo,
Dessa companhia e desse sentimento?
Sentimento que acreditava intenso e interminável
Que alimentava, como quem respira
Pela simples necessidade de se estar vivo.
Em que momento de minha existência ao teu lado
Parei na encruzilhada do destino
E percebi que nossos caminhos
Não seriam mais juntos e que nossos sonhos,
Que um dia fizeram parte de todos os meus planos,
Jazem agora esquecidos e, talvez, perdidos?
Fui eu a responsável por essa quebra no tempo
Ou foste tu a acreditar que não era mais necessário
Alimentar meus desejos e sonhos?
Não me arrependo das escolhas feitas,
Não sofre o rompimento,
Nem choro por não ter mais os sonhos,
Tantas vezes idealizados na solidão
De minha cama vazia.
Vazios tornaram-se meus dias a espera
Do teu olhar e do teu carinho.
As mágoas e lamentos se foram
Ficou o que foi bom
As lembranças dos melhores momentos,
Dos sorrisos, dos abraços,
Dos beijos apaixonados.
Hoje sigo outra estrada, busco outros sonhos
Se haverá outro a preencher esse espaço vazio
Apenas o tempo dirá,
Mas somente quando eu necessidade sentir
De ter alguém para minha vida compartilhar,
E meu coração, inundado de amor, pedir.
E encontrar perdidas, no espaço de minhas memórias,
As razãoes que me levaram a desistir desse tempo,
Dessa companhia e desse sentimento?
Sentimento que acreditava intenso e interminável
Que alimentava, como quem respira
Pela simples necessidade de se estar vivo.
Em que momento de minha existência ao teu lado
Parei na encruzilhada do destino
E percebi que nossos caminhos
Não seriam mais juntos e que nossos sonhos,
Que um dia fizeram parte de todos os meus planos,
Jazem agora esquecidos e, talvez, perdidos?
Fui eu a responsável por essa quebra no tempo
Ou foste tu a acreditar que não era mais necessário
Alimentar meus desejos e sonhos?
Não me arrependo das escolhas feitas,
Não sofre o rompimento,
Nem choro por não ter mais os sonhos,
Tantas vezes idealizados na solidão
De minha cama vazia.
Vazios tornaram-se meus dias a espera
Do teu olhar e do teu carinho.
As mágoas e lamentos se foram
Ficou o que foi bom
As lembranças dos melhores momentos,
Dos sorrisos, dos abraços,
Dos beijos apaixonados.
Hoje sigo outra estrada, busco outros sonhos
Se haverá outro a preencher esse espaço vazio
Apenas o tempo dirá,
Mas somente quando eu necessidade sentir
De ter alguém para minha vida compartilhar,
E meu coração, inundado de amor, pedir.
Oswaldo Montenegro - Metade (com letra)
"Metade" - Poema de Ferreira Goullar na voz de Oswaldo Montenegro - para suavizar essa tarde...
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sexta-feira, final de expediente, as ideias brotando a cada minuto na cabeça. Saio do trabalho para dar início a um projeto pessoal. Passo nas lojas que preciso para comprar o material necessário, fico um pouco chateada pela a atenção que recebo dos vendedores, pouco caso, má vontade, desinteresse. Fico a pensar que o trabalho que quero fazer no final de semana não poderá acontecer diante de tantos obstáculos.
Uma vez no carro dirijo-me para mais uma loja, na tentativa de conseguir o material desejado. Em um determinado cruzamento, em que é muito raro eu passar, não olho para a esquerda só para a direita e aí, batida. Fico tensa no mesmo instante, já imaginando os impropérios que irei ouvir do outro condutor, sou mulher e dirigindo. Desço do carro já pedindo desculpas, afinal de contas eu estava errada. Mas o outro condutor é muito gentil e educado, começamos então a ligar para SETRAN e Seguradora. Aos poucos vou me acalmando, respiro profundamente e começamos a conversar, trocamos nomes, telefone, local de trabalho, a conversa vai ficando agradável e o acidente, que não devia ter acontecido, passa a não ser assim tão desagradável.
Depois de quarenta minutos chega o rapaz da seguradora para me dar apoio e tomar as devidas providências. Conversamos animadamente enquanto o frio vai aumentando e a SETRAN não chega. Ligamos para todos que, de alguma forma, possam agilizar a chegada dos policiais para providenciarem o boletim de ocorrência e podermos sair daquele frio.
Durante o tempo que ficamos ali naquela esquina foi possível presenciar várias possíveis batidas o que acabou gerando muitos comentários também.
De certa forma eu estava preocupada com a chegada dos guardas, porque até aquele momento o rapaz do outro carro e o da seguradora haviam sido muito simpáticos e deixavam o ambiente tranquilo e leve. Quase uma hora depois da batida os guardas chegaram e, para minha surpresa, foram muito legais. Comentaram sobre o número cada vez mais crescente de acidentes na cidade, da quantidade de batidas que acontecem ali naquele trecho onde estávamos e que a demora deles havia se dado justamente por causa de uma batida na Av.Rondon Pacheco e que estava atrapalhando todo o trânsito .
Vi meu carro sendo fotografado de todos os lados e não perdi a oportunidade de fazer a brincadeira: meu carro está sendo fichado, já que ele recebeu um número, igual aqueles números quando prendem alguém, só faltou vestí-lo de listrado.
Passado o susto, problema resolvido, despedi-me de todos e fui embora. Durante o trajeto de volta para casa, agradeci a Deus por não ter acontecido nada de mais grave e pela gentileza recebida por parte de todos os envolvidos, foram educados, compreensivos e atenciosos. O que me fez lembrar de algumas horas atrás quando fui tão mal atendida nas lojas em que passei.
A educação e a gentileza devem fazer parte de nosso dia a dia. Saber tratar bem as pessoas independente de quem sejam. Mostrar e demonstrar respeito por todos. Quando somos agradáveis com os outros recebemos de volta essa gentileza.
Os momentos passados ali, após o acidente, me permitiu conhecer pessoas simpáticas e educadas e que, com toda certeza, serão sempre lembradas com muito carinho.
Seja gentil, educado, permita-se conhecer as pessoas, desarme-se e você vai perceber que os problemas ficam mais leves e que são passíveis de solução sem que haja necessidade de grosserias ou desrespeito. É a lei da ação e reação, o que você faz com carinho recebe de volta.
A semana que antecede o dia dos namorados costuma ser um pouco triste para quem não os tem. A mídia massacra, são outdoors promovendo viagens românticas, shows para os apaixonados. No rádio, na televisão, nas lojas, promoções e propagandas dizendo que namorar é quase uma obrigação. É um fervilhar de informações que não lhe deixa esquecer em nenhum momento que você está sozinha(o), sem um amor para presentear e ser presenteada(o), ou mesmo para se deliciar com os carinhos.
Toda essa massificação deixa de lado a real importância de se ter alguém ou, de estar sozinha(o). Quem não gosta de namorar, não sabe como é bom passar horas conversando, trocando carinhos, fazendo planos que, podem ou não, se realizar no futuro. Namorar sem a obrigação do amanhã, sem exigências e sem cobranças, namorar pelo simples prazer de estar junto. Ficar só também não é ruim, muitas pessoas optam por dar um tempo nos relacionamentos para ficarem um pouco sozinhas, curtindo apenas alguns momentos sem nada sério. Mas é preciso saber ficar sozinho, gostar desse “estar” sozinho, sem neuras, sem sofrimento.
Ninguém gosta de sofrer por amor, ficar triste, isso é um saco mesmo, mas é importante passar por essas fases também, eu disse PASSAR, retirar dela o que poderá te auxiliar no futuro e seguir em frente. Não guardar mágoas ou ressentimentos do outro, às vezes não dá certo, mas o que importa foi o tempo passado juntos e que foi bom, não a parte sufocante e angustiante do relacionamento.
Quando estamos apaixonados, ou achamos que estamos, muitas vezes perdemos a razão, enlouquecemos negativamente, somos teimosos, queremos aquele(a) escolhido(a) de qualquer jeito, e saímos por aí culpando o universo por todas as coisas erradas que acontecem e nos esquecemos de dar uma boa olhada no nosso espelho interior e prestar atenção nos reflexos que nada mais são do que os erros que, descuidamente, cometemos em nome da paixão.
Por mais que digamos ao contrário, estamos sempre buscando o amor romântico, o encontro de nossa alma gêmea e às vezes essa alma gêmea nem quis descer nessa encarnação, e ficamos nos desgastando quando o romance acaba e o(a) outro(a) nos deixa para seguir a sua própria vida.
Namorar pode parecer, mas não é assim tão fácil, exige paciência, tempo, cuidado, uma certa loucura, como bem disse Erasmo de Roterdã em O Elogio da loucura “...qual o instante da vida que não é triste, tedioso, desagradável, insípido, insuportável, se o não condimenta o prazer, a loucura.” E essa loucura deve ser prazerosa, despreocupada, saudável; viver em função da razão o tempo inteiro também não é bom, nos coloca um véu nos olhos e nos impede de viver bons momentos. O gostoso do namorar é saber deixar o(a) companheiro(a) saudável, feliz e de bem com a vida, livre para ir e voltar, sem que precisemos obrigá-lo(a) a isso. Porque namorar é uma arte, a arte do encontro, do encantamento, da conquista, dos prazeres amorosos e deliciosamente loucos.
Por mais que digamos ao contrário, estamos sempre buscando o amor romântico, o encontro de nossa alma gêmea e às vezes essa alma gêmea nem quis descer nessa encarnação, e ficamos nos desgastando quando o romance acaba e o(a) outro(a) nos deixa para seguir a sua própria vida.
Namorar pode parecer, mas não é assim tão fácil, exige paciência, tempo, cuidado, uma certa loucura, como bem disse Erasmo de Roterdã em O Elogio da loucura “...qual o instante da vida que não é triste, tedioso, desagradável, insípido, insuportável, se o não condimenta o prazer, a loucura.” E essa loucura deve ser prazerosa, despreocupada, saudável; viver em função da razão o tempo inteiro também não é bom, nos coloca um véu nos olhos e nos impede de viver bons momentos. O gostoso do namorar é saber deixar o(a) companheiro(a) saudável, feliz e de bem com a vida, livre para ir e voltar, sem que precisemos obrigá-lo(a) a isso. Porque namorar é uma arte, a arte do encontro, do encantamento, da conquista, dos prazeres amorosos e deliciosamente loucos.
Nesse dia dos namorados, namore muito. Se não tiver um companheiro(a) namore você mesma(o), presenteie você mesma(o). A sua alegria e paz interior serão os responsaveis por colocar ao seu lado, no momento certo, aquele(a) que compartilhará sua vida. Quando nos amamos de verdade o universo inteiro conspira a nosso favor.
Para nos deixar sempre apaixonados e com vontade de namorar lembremo-nos de Carlos Drummond de Andrade em um trecho da sua crônica “Quem não tem namorado”
“... Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela... Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça."
Namore e se enamore. Torne-se apaixonante hoje e sempre!
Namore e se enamore. Torne-se apaixonante hoje e sempre!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Na parede da minha sala tem um quadro.
Quando preciso isolar-me do mundo
E dar vazão as minhas tristezas,
Recorro-me a ele,
Passo vários minutos, que às vezes
Chegam a transformar-se em horas,
De uma observação, que já até peguei-me
Pensando que era uma viagem para o além...
Além de minhas mais fantásticas ilusões.
Esse quadro me acalma
Suas cores quentes me transportam para
Um lugar que já estive, só não sei quando.
O céu desse quadro é de um azul profundo,
As montanhas que brotam do vale marrom
Trazem em sua textura as sombras em desenhos,
Formas que se transformam com a passagem do tempo.
Transporto-me para dentro desse quadro
Existe um vazio e uma solidão que me acalmam
Existe mais vida nessas formas
Que minha própria vida.
Alguns pontos de luz refletem
Pequenos dramas da tela;
Sinto que respiro o ar daquele lugar,
Um ar de velhas histórias.
De um passado em memórias
O quadro parece conversar comigo
Posso até sentir os grãos de poeira batendo em meu rosto.
Agora, no topo da montanha mais alta, abro os braços
Abraço o vento e desfaço-me dos pensamentos
Já sinto-me livre e leve
Já posso voltar
Retornar
Silenciar
Acalmar
Recomeçar
Quando preciso isolar-me do mundo
E dar vazão as minhas tristezas,
Recorro-me a ele,
Passo vários minutos, que às vezes
Chegam a transformar-se em horas,
De uma observação, que já até peguei-me
Pensando que era uma viagem para o além...
Além de minhas mais fantásticas ilusões.
Esse quadro me acalma
Suas cores quentes me transportam para
Um lugar que já estive, só não sei quando.
O céu desse quadro é de um azul profundo,
As montanhas que brotam do vale marrom
Trazem em sua textura as sombras em desenhos,
Formas que se transformam com a passagem do tempo.
Transporto-me para dentro desse quadro
Existe um vazio e uma solidão que me acalmam
Existe mais vida nessas formas
Que minha própria vida.
Alguns pontos de luz refletem
Pequenos dramas da tela;
Sinto que respiro o ar daquele lugar,
Um ar de velhas histórias.
De um passado em memórias
O quadro parece conversar comigo
Posso até sentir os grãos de poeira batendo em meu rosto.
Agora, no topo da montanha mais alta, abro os braços
Abraço o vento e desfaço-me dos pensamentos
Já sinto-me livre e leve
Já posso voltar
Retornar
Silenciar
Acalmar
Recomeçar
terça-feira, 7 de junho de 2011
Achava-me perdida,
Quase esquecida de minha existência.
Escondia-me dentro de um casulo
Na esperança de outro renascimento.
Você chegou como sopro de vida nova,
Despertou meus sentidos,
Fez-me perceber o quão viva estava.
Entreguei-me a teus encantos,
Saboreei cada beijo teu,
Viajei, e nessa viagem
Acabei me perdendo no caminho,
Sozinha estava e a paixão era só minha.
Essa mulher, que por ti foi despertada
Enamora-se de teu sorriso,
Faz de teus sonhos, fantasias desejadas.
Somos dois na ansiedade de ser um
Separados pela distância do tempo.
Um destino que brincou e
Abrigou-se em nossos sentimentos.
Ontem uma mulher sozinha
Sedenta de compreensão e carinho,
Hoje uma mulher sozinha
Longe de ti e perdida no caminho.
Anseio o beijo da noite
Para que ao teu lado, possa viver
Toda a imensidão de meus desejos.
Adormecer em teus braços e
Abandonada pelo tempo
Esquecer que preciso te esquecer.
Quase esquecida de minha existência.
Escondia-me dentro de um casulo
Na esperança de outro renascimento.
Você chegou como sopro de vida nova,
Despertou meus sentidos,
Fez-me perceber o quão viva estava.
Entreguei-me a teus encantos,
Saboreei cada beijo teu,
Viajei, e nessa viagem
Acabei me perdendo no caminho,
Sozinha estava e a paixão era só minha.
Essa mulher, que por ti foi despertada
Enamora-se de teu sorriso,
Faz de teus sonhos, fantasias desejadas.
Somos dois na ansiedade de ser um
Separados pela distância do tempo.
Um destino que brincou e
Abrigou-se em nossos sentimentos.
Ontem uma mulher sozinha
Sedenta de compreensão e carinho,
Hoje uma mulher sozinha
Longe de ti e perdida no caminho.
Anseio o beijo da noite
Para que ao teu lado, possa viver
Toda a imensidão de meus desejos.
Adormecer em teus braços e
Abandonada pelo tempo
Esquecer que preciso te esquecer.
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